08:39 23 Fevereiro 2020
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    Konstantin Asmolov, analista do Instituto do Extremo Oriente, comentou ao canal de televisão russo RT a notícia que as autoridades japonesas estão estudando as perspectivas de um conflito militar em grande escala na península da Coreia.

    Segundo ele, devido ao agravamento das relações, para os países vizinhos essa ameaça passou de hipotética para analítica.

    "Antes, quando falavam de cenários, tudo se reduzia a discussões sobre como o 'sangrento' e 'louco' regime norte-coreano iria começar uma guerra. Hoje estão sendo estudadas todas as opções no âmbito das quais a outra parte pode iniciar uma guerra", disse Asmolov.

    Ele acrescentou também que a probabilidade de um ataque preventivo dos EUA contra a Coreia do Norte é muito alta. Além disso, não se pode excluir a versão de a guerra poder rebentar devido a fatores aleatórios (por exemplo, confrontos fronteiriços).

    Entretanto, para o especialista, a situação mais realista é o líder norte-coreano Kim Jong-un ser empurrado para a tomada de iniciativa.

    "Continuar falando que existem planos secretos dos norte-coreanos de atacar já não dará certo, pois poucos irão acreditar nisso. Por isso, é preciso criar uma situação em que o Norte pareça um agressor evidente. Por isso, há tentativas de provocar Kim Jong-un a realizar ações inadequadas. Um ataque de mísseis contra o Japão será lançado se for iniciada uma guerra em grande escala, porque se trata de ataques contra as bases norte-americanas no seu território", concluiu Asmolov.

    Anteriormente, a mídia informou que Tóquio está considerando opções para envolver as Forças de Autodefesa do Japão na proteção do país e o apoio militar dos Estados Unidos em possíveis combates contra a Coreia do Norte.

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    Tags:
    conflito, guerra, Japão, Coreia do Norte
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