01:38 10 Dezembro 2019
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    Lançamento do míssil balístico intercontinental Hwasong-15 que teve lugar na noite de 28 para 29 de novembro

    Kremlin: Rússia está pronta para mediar situação entre EUA e Coreia do Norte

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    O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, informou que a Rússia pode se tornar mediador entre Washington e Pyongyang se for preciso e se as partes quiserem.

    "Trata-se da prontidão da Rússia [para mediar], se for preciso e se as partes quiserem. É impossível mediar situação com apenas vontade própria, sem levar em consideração a opinião das partes; deve-se haver interesse das duas partes", explicou.

    "Já que Pyongyang e Washington desempenham diálogo bastante conflituoso, a prontidão da Rússia [de mediar] é claramente destinada a abrir caminho para desescalada de tensões", sublinhou.

    Durante conversa telefônica entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu homólogo estadunidense, Donald Trump, no início de dezembro, o presidente norte-americano pediu para que Rússia ajude a resolver a crise nuclear norte-coreana.

    Ao comentar a conversa, Donald Trump confirmou que Washington pode contar com a ajuda de Moscou quanto ao assunto em questão, adicionando ser uma questão de extrema importância.

    Separadamente, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, anunciou que Washington está "pronta para negociar em qualquer momento" com a Coreia do Norte "sem condições preliminares". No entanto, ele avisou que a alternativa militar pode ser mais útil do que a diplomacia.

    A situação na península da Coreia aumentou ao longo do ano, desde que Pyongyang realizou um teste nuclear e vários testes de mísseis, com a última ocorrência em 28 de novembro, quando a Coreia do Norte testou seu míssil balístico intercontinental mais avançado, conhecido como o Hwasong —15, capaz de atingir qualquer alvo dentro dos Estados Unidos do continente.

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    Tags:
    ameaça nuclear, crise coreana, mediação, Kremlin, Dmitry Peskov, Rússia, EUA, Coreia do Norte
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