10:52 07 Dezembro 2019
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    Bandeira da Coreia do Norte na zona desmilitarizada

    'Pior do que campos nazis': relatório revela sobre prisões políticas da Coreia do Norte

    © AFP 2019 / SAUL LOEB
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    Prisioneiros políticos nos campos do tipo gulag (sistema de campos de trabalhos forçados para criminosos, presos políticos e qualquer cidadão que se opusesse ao regime na União Soviética) são sistematicamente estuprados, torturados e executados, informa o relatório da IBA.

    O Comitê de Crimes de Guerra da Associação Internacional dos Advogados (IBA) publicou na terça (12), os resultados de uma investigação sobre os campos de prisão clandestinos conhecidos como kwanliso. 

    O relatório indica que o líder norte-coreano Kim Jong-un cometeu a maioria dos crimes contra a humanidade como assassinatos, exterminação, escravização, torturas e violências sexuais através destas instalações, informa o Time.

    Os testemunhos de desertores apresentados para o Comitê de Crimes de Guerra em Washington em 2016 incluem as histórias de prisioneiros que foram torturados ou assassinados por causa da afiliação religiosa, abortos forçados e infanticídios. Um material descrevia a situação, quando um recém-nascido prisioneiro foi dado para cães de guarda comer. De acordo com os desertores de 1,5 a 2 mil prisioneiros, em sua maioria crianças, morreram de fome.

    O Tribunal Penal Internacional (ICC em inglês) deve investigar e processar Kim Jong-un por crimes contra a humanidade, segundo indica o relatório, bem como os cúmplices membros do Partido de Trabalhadores da Coreia do Norte. 

    "As condições nos campos de prisão norte-coreanos são tão terríveis, ou ainda piores, do que as que vi e sobrevivi na minha juventude nos campos nazis e durante a minha longa carreira profissional na área dos direitos humanos", comunicou antes da publicação ao Washington Post, o ex-juiz do ICC Thomas Buergenthal.

    Estima-se que entre 80 e 130 mil prisioneiros políticos ficam em instalações do tipo gulag. Apesar do fato que os oficiais de Pyongyang negam a informação, as imagens de satélites citadas pela IBA mostram supostos kwanlisos cercados por torres de vigia e rodeados de cercas elétricas e arames farpados.

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    Tags:
    regime, política, crimes contra a humanidade, desertores, prisão, investigação, relatório, Coreia do Norte
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