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    Gigante asiático adverte EUA que não aceitará uso de força contra Pyongyang.

    A península coreana está apanhada no "círculo vicioso" da confrontação entre a Coreia do Norte, por um lado, e a Coreia do Sul junto com EUA, por outro. Assim, as perspectivas para resolver esta crise não são otimistas, advertiu no sábado (9) o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, citado pelo jornal The South China Morning Post.

    "A situação na península coreana segue sendo extremadamente frágil, de fato, está capturada em um forte e vicioso círculo de confrontação, e a perspectiva não é otimista", declarou o chefe da diplomacia chinesa.

    No entanto, ainda existe a possibilidade de encontrar uma solução pacífica para a crise, indicou o ministro, lembrando o plano de "duplo congelamento" proposto pela Rússia e China. Segundo esse cenário, Pyongyang deve parar seu programa nuclear e de mísseis balísticos em troca de Washington e Seul abandonarem seus exercícios militares conjuntos. Em sua opinião, isso pode servir de base para que as partes do conflito se sentem à mesa de negociações.

    "O primeiro passo para tirar a península coreana do 'buraco negro' da confrontação é criar as condições e a atmosfera necessárias para recomeçar o diálogo […] A esperança de paz ainda continua viva", assegurou o chanceler chinês.

    Ao mesmo tempo, o ministro sublinhou que Pequim não aceitará o uso da força por parte dos EUA e seus aliados como fórmula para resolver o problema. "Essa opção é absolutamente inaceitável", finalizou.

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    Tags:
    buraco negro, tensões, testes de mísseis, exercícios militares, programa nuclear, crise, Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Yi, Península Coreana, China, EUA
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