03:58 27 Abril 2018
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    Televisão japonesa mostra lançamento do míssil balístico intercontinental, Hwasong-15, realizado pela Coreia do Norte

    Militares de alta patente da China e EUA se encontram para discutir testes norte-coreanos

    © REUTERS / Toru Hanai
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    Os principais generais das forças armadas dos EUA e China se encontraram em Washington nesta semana após a última provocação de mísseis da Coreia do Norte.

    As reuniões foram realizadas na quarta e quinta-feira, algumas horas depois do teste de mísseis balísticos intercontinental de Pyongyang.

    O major do Exército Popular de Libertação, Shao Yuanming e o tenente general Richard Clarke, do Departamento de Defesa dos EUA, discutiram maneiras de melhorar os canais de comunicação sobre a situação na Península Coreana, relatou o Morning China Post.

    Um porta-voz do Ministério da Defesa da China informou que a discussão se concentrou no gerenciamento de crises, mas não divulgou mais informações. As reuniões foram originalmente agendadas para agosto, mas só aconteceram nesta semana, de acordo com o jornal de Hong Kong.

    O último teste de mísseis de Hwasong-15 da Coreia do Norte "foi mais alto, francamente, do que qualquer lançamento anterior que eles tomaram", disse chefe do Pentágono, James Mattis, pouco depois do lançamento. As estimativas de quão alto a viagem de mísseis variam, mas o projétil parece ter atingido pelo menos cerca de 4.800 quilômetros seria  capaz de atingir qualquer lugar do globo.

    Moscou e Pequim condenaram o teste de mísseis

    "Instamos a Coreia do Norte a interromper os testes nucleares e de mísseis, e os Estados Unidos e a Coreia do Sul de se absterem de realizar exercicios de forças aéreas não planejadas, sem precedentes em escala e agendados para dezembro deste ano, uma vez que só irá agravar a situação", disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

    Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores da China expressou "uma grave oposição e preocupação" sobre o mais recente teste de mísseis. A França também se juntou à condenação internacional.

    "Condenamos fortemente o lançamento de mísseis que a Coreia do Norte realizou hoje. A França expressa sua solidariedade com o Japão e a Coreia do Sul diante dessa ameaça.  Reitero minha convicção de que chegou a hora de aumentar a pressão e as sanções contra Pyongyang", declarou o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, disse em um comunicado na quarta-feira.

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    Hwasong-15, Exército Popular de Libertação, Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Ministério das Relações Exteriores da China, Ministério da Defesa da China, Pentágono, Departamento de Defesa dos EUA, Morning China Post, Jean-Yves Le Drian, James Mattis, Richard Clarke, Shao Yuanming, Península Coreana, Hong Kong, Japão, França, Estados Unidos, Coreia do Sul, Pequim, Moscou, Coreia do Norte, Pyongyang
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