22:43 28 Fevereiro 2020
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    16134
    Nos siga no

    Seul tem um truque na manga com o qual pretende repetir a vitória alcançada na Guerra da Coreia.

    O oceano é algo omnipresente tanto na Coreia do Sul como na Coreia do Norte, caraterística que em meados do século passado permitiu deter uma invasão das tropas de Pyongyang no território sul-coreano. Em particular, Seul pode sempre recorrer a ataques anfíbios em caso de ataque por parte de Pyongyang e, para isso, contará com o apoio de uma arma-surpresa, afirmou o analista militar Kyle Mizokami da revista The National Interest.

    No seu artigo, Mizokami lembrou que durante a Guerra da Coreia em 1950 um ataque anfíbio (deslocamento de tropas a partir do mar até à costa), conhecido como a batalha de Inchon, surpreendeu pela retaguarda as tropas do então líder Kim Il-sung, que tinha iniciado uma invasão de Seul. Essa e as subsequentes ofensivas barraram o avanço das forças norte-coreanas, forçaram sua retirada e quase terminaram com sua aniquilação.

    Hoje em dia, a importância desse tipo de ataques em uma hipotética guerra entre os dois países vizinhos radica na presença de armamento nuclear na península, sublinhou o analista. Essa nova ameaça obrigaria Seul a invadir Pyongyang diretamente a partir do mar, matando ou capturando os líderes norte-coreanos antes de estes poderem pressionar o "botão nuclear".

    Com esse objetivo, os Corpos da Marinha sul-coreanos contam com o recentemente criado regimento Spartan 3000, com três mil militares preparados 24 horas por dia para atacar qualquer parte da península da Coreia. O regimento deverá contar com o apoio do porta-helicópteros Dokdo, de 200 metros de comprimento e 19 mil toneladas de deslocamento, que – logo que for concluído seu desenvolvimento – será capaz de transportar até 700 fuzileiros e diferentes veículos anfíbios até à costa inimiga.

    "Os fuzileiros da Coreia do Sul são realmente a ponta de lança e seu envolvimento em tempo de guerra significará o fim das forças de Kim Jong-un", concluiu Mizokami.

    Tags:
    Marinha, fuzileiros navais, guerra, Coreia do Sul, Coreia do Norte
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar