03:14 16 Dezembro 2017
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    Exercícios Foal Eagle com militares de EUA e Coreia do Sul (arquivo)

    Opinião: assim seria um ataque preventivo dos EUA contra Coreia do Norte

    © AP Photo/ Lee Jin-man
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    As capacidades dos mísseis nucleares e balísticos norte-coreanos representam uma ameaça crescente para o mundo, e as sanções não impediram sua belicosidade.

    De acordo com o analista do The Hill Martin Schwartz, o único meio dos EUA de conter as ameaças do país agressor em caso de guerra, é realizar um ataque preventivo já planejado e preparado.

    Segundo indica Schwartz no seu artigo para o The Hill, a iniciativa militar conjunta da Coreia do Sul e dos EUA contra a Coreia do Norte, envolverá o uso de forças terrestres, aviões e mísseis norte-americanos lançados a partir de plataformas marítimas. 

    A preparação para o possível cenário já está em curso, afirmou ele. Os submarinos norte-americanos já estão no raio de ataques de mísseis, e os porta-aviões serão utilizados imediatamente. Os bombardeiros estratégicos e caças já se deslocam perto da área de um possível conflito, e os EUA possuem uma quantidade significante de tropas na Coreia do Sul que ajudarão os 500 mil soldados sul-coreanos na sua ofensiva através da zona desmilitarizada (DMZ em inglês). 

    Ele indicou que os bombardeiros norte-americanos podem carregar grandes projéteis de armas de precisão e podem sobrevoar a longas distâncias, para alcançar os alvos norte-coreanos. Eles também podem carregar bombas especiais para destruir as instalações subterrâneas, muitas das quais já foram detectadas. Os caças furtivos como o B-2 e o F-22, superarão a defesa antiaérea norte-coreana em caso de uma operação.

    Essa estratégia, de acordo com ele, irá envolver um ataque impressionante às instalações nucleares e de mísseis com uso de forças aéreas e navais. Os caças furtivos liquidarão centenas de lança-mísseis móveis em todo o território da Coreia do Norte. Adicionalmente, as forças especiais entrarão para o território norte-coreano para localizar estes sistemas. 

    Schwartz sublinha, que as tropas dos EUA e da Coreia do Sul podem enfrentar um problema em forma de centenas de peças de artilharia e mísseis de curto alcance do inimigo, perto da DMZ. Muitos deles podem atacar as forças conjuntas estacionadas perto da fronteira e várias peças de artilharia podem lançar projéteis capazes de atingir Seul. 

    Outro fator problemático é a existência do submarino nuclear norte-coreano, equipado com míssil balístico intercontinental. Mas felizmente, de acordo com ele, o submarino é antiquado e deve ser contido sem problemas. 

    Se Kim Jong-un e seus comandantes militares sobreviveram a um ataque, eles podem lançar um ataque de retaliação, mas segundo Schwartz, os EUA estão preparados para isso. Se eles morrerem, os soldados norte-coreanos logo perceberão que foram superados e recuarão. 

    Mas qualquer ataque provocará uma enorme quantidade de vitimas entre os civis em Seul, afirma ele. É porque os EUA ainda não utilizaram esta opção militar e tentam resolver a questão diplomaticamente.  

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    tensões, cenário, ataque preventivo, defesa, analista, retaliação, bombardeiros, opinião, armas, mísseis, ameaça, Coreia do Sul, Coreia do Norte, EUA
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