04:45 26 Junho 2019
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    Uma televisão instalada em uma rua de Tóquio mostra o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, no dia em que Pyongyang lançou um míssil em direção ao Japão

    Japão já planeja como lidar com os possíveis refugiados norte-coreanos em caso de conflito

    © REUTERS / Issei Kato
    Ásia e Oceania
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    Um jornal japonês descobriu um plano detalhando o que Tóquio faria com os inúmeros refugiados da Coreia do Norte resultantes de uma crise militar na península coreana. A estratégia é restritiva: envolve centros de detenção de emergência, quarentena e interrogatórios para erradicar espiões e terroristas.

    Cerca de 600 milhas de águas separam o Japão da Península da Coreia e uma guerra poderia poderia preencher o mar com refugiados da Coreia do Norte tentando fugir do conflito. Se isso acontecesse, a Guarda Costeira japonesa protegeria os norte-coreanos em fuga e os levaria para as cidades portuárias para triagem.

    Aqueles considerados ameaças potenciais seriam expulsos, informou o Yomiuri Shimbun — embora não tenha dito para onde. Os permitidos no Japão seriam transferidos para "centros de detenção de emergência" e mantidos até que Tóquio decidisse o que fazer com eles.

    Autoridades já se manifestaram

    O porta-voz do Departamento de Imigração do Ministério da Justiça, Junji Ito disse que o governo japonês estava considerando uma variedade de opções para o caso de ser invadido por uma onda imigratória.

    O vice-primeiro-ministro Taro Aso, que anteriormente foi o centro de uma grande polêmica após dizer que "Hitler estava certo", também se manifestou em setembro sobre o assunto. Ele lançou a possibilidade de simplesmente matar refugiados.

    "Eles poderiam ser refugiados armados. A resposta seria da polícia ou das operações de defesa pelas Forças de autodefesa? Será que eles serão baleados? Devemos pensar seriamente sobre o assunto".

    O Japão já esteve envolvido em grandes crises de refugiados nas últimas décadas, como com a fuga de cambojanos, vietnamitas e laocianos após guerra no Sudeste Asiático entre 1975 e 1995. Em janeiro, a Human Rights Watch (HRW) acusou o Japão de "não mostrar liderança ética global em direitos humanos", criticando Tóquio por se recusar a aceitar refugiados em lugares como a Síria e raramente conceder status de refugiado aos requerentes de asilo.
    Tags:
    Guerra do Vietnã, Human Rights Watch, Yomiuri Shimbun, Departamento de Imigração do Ministério da Justiça, Guarda Costeira do Japão, Junji Ito, Taro Aso, Coreia do Norte, Sudeste Asiático, Tóquio, Península da Coreia, Japão
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