03:53 19 Setembro 2019
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    'À beira da guerra nuclear': analista avalia possibilidade de ataque dos EUA a Pyongyang

    © AFP 2019 / KIM JAE-HWAN
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    O diretor do Centro de Energia e Segurança, Anton Khlopko, falou ao Izvestia sobre as negociações não oficiais entre representantes dos EUA e da Coreia do Norte em Moscou.

    De acordo com o analista a "opção militar" na resolução da questão norte-coreana não é uma prioridade para os EUA, "porque possui muitos riscos para os EUA e os seus aliados em termos de perdas humanas". 

    Mas a retórica de ambas as partes dificulta significativamente o reinício do diálogo. 

    "Quando as partes demonstrarem estar prontas para o diálogo, poderemos tomar como base a proposta russo-chinesa de 4 de julho de 2017 [os dois países propõem introduzir uma moratória aos lançamentos da Coreia do Norte, enquanto os EUA e a Coreia do Sul paralelamente iriam se abster de realizar exercícios militares na região]", disse.

    Militares norte-coreanas durante a parada militar em homenagem ao 60º aniversário do fim da Guerra da Coreia, 2013
    © Sputnik / Ilia Pitalev
    Entretanto ele acrescentou que as esperanças devem ser realistas. Vários países da região hoje em dia consideram que o principal objetivo deve ser a desnuclearização da península da Coreia, ou seja, que a Coreia do Norte abdique do seu potencial nuclear.

    "É um beco sem saída. É preciso colocar objetivos realistas. Primeiro, a diminuição da tensão. Só depois se avançar [nas negociações]. Mas agora a situação está à beira da guerra nuclear", afirmou o analista ao Izvestia

    Ele acrescentou que um potencial conflito militar entre os EUA e a Coreia do Norte também é perigoso para a Rússia, porque "qualquer ameaça perto das nossas fronteiras representa uma ameaça adicional". Além disso, a infraestrutura militar dos EUA na região, que tem vindo a aumentar, pode ser potencialmente utilizada contra a Rússia. 

    Ele sublinhou que a Rússia e a China tentam estabelecer o diálogo entre as duas partes, mas sem haver vontade política [como foi no caso de Obama com o Irã, quando o presidente norte-americano tomou a decisão de arriscar o seu capital político e iniciar o diálogo com o país] não será alcançado um resultado positivo. 

    Ele informou que altos representantes da Coreia do Norte, bem como especialistas norte-americanos se deslocaram a Moscou para participar da Conferência de Não Proliferação, o que mostra que vários políticos de Washington entendem a importância do diálogo.

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    Tags:
    conflito armado, defesa, política, diálogo, ataque, pressão, tensões, ameaça, Coreia do Norte, EUA
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