12:52 22 Novembro 2019
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    'Os que morrem têm sorte': verdade sobre campos de detenção horríveis da Coreia do Norte?

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    Centenas de milhares de pessoas estão se definhando nos campos de concentração. As condições mínimas de sobrevivência são negadas pelo regime de Kim Jong-un.

    O relatório da Subcomissão de Direitos Humanos na Coreia do Norte (HRNK) que se baseia nas imagens de satélite revela uma rede extensa de campos de concentração para os prisioneiros políticos e outros indivíduos identificados como inimigos de Estado. 

    Estas instalações onde "trabalho forçado, desnutrição, cuidados médico-farmacêuticos insuficientes e condições de higiene precárias provocam mortes de milhares de prisioneiros anualmente" se localiza em todo o país, de acordo com o relatório de David Hawk, especialista em Coreia do Norte, informa o The National Interest

    O relatório da Comissão de Inquérito das Nações Unidas para o ano de 2014 concluiu que de 80 a 120 mil pessoas estão aprisionadas em tais campos. 

    "Desnutrição e inanição devido às rações alimentares abaixo do nível de subsistência, trabalho árduo forçado, condições brutais e desumanas, grande quantidade de mortos e inúmeros crimes contra a humanidade" são as características definidoras de todos estes campos de concentração, segundo revelou o relatório da HRNK.

    Muitos prisioneiros políticos e indivíduos acusados de cometer crimes contra o Estado são condenados a viver nas prisões, frequentemente junto com as três gerações das suas famílias.

    Regularmente eles são condenados por atividades que não são consideradas ilícitas em outros países como, por exemplo, cantar uma música sul-coreana, destaca o The National Interest. 

    "Os que morrem têm sorte", declarou a ex-guarda de um campo de concentração norte-coreano Lim Hye-jin, a primeira a falar abertamente. Ela falou de estupros, torturas, abusos e execuções públicas. 

    Num caso especifico um guarda puniu uma mulher porque ela o irritava. Ela contou também sobre os dois irmãos que conseguiram fugir da prisão após 7 membros de sua família serem assassinados pelos guardas da prisão e que outros prisioneiros eram severamente espancados. Logo após, eles foram recapturados e decapitados.

    De acordo com as estimativas de outro ex-guarda da prisão de Hoeryong "de 1,5 a 2 mil pessoas, na sua maioria crianças, morriam anualmente de desnutrição".

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    Tags:
    campo de detenção, regime, execuções, imagens, satélite, prisioneiros, relatório, ONU, Coreia do Norte
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