18:40 22 Outubro 2020
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    A capacidade da Coreia do Norte de "saltar" estágios de desenvolvimento das tecnologias de mísseis permite concluir que o país "pode ter obtido conhecimentos do exterior", escreve o Asia Times, citado pelo RT.

    Em particular, o novo míssil balístico norte-coreano Hwasong-14 lembra em muito o míssil soviético P-36M, escreve a edição.

    "Os imprevisíveis e potencialmente perigosos testes de mísseis" de Pyongyang sempre preocuparam os seus vizinhos. Mas as ameaças foram substituídas pela fúria quando a Coreia do Norte chocou o mundo lançando o seu primeiro míssil balístico intercontinental no Dia da Independência dos EUA, informa o Asia Times citado pelo RT.

    Anteriormente a comunidade internacional acreditava que Kim Jong-un iria precisar de mais de 10 anos para desenvolver um protótipo funcional de um míssil balístico que representasse ameaça. Mas, tudo se alterou quando o Hwasong-14 atravessou o espaço aéreo do Japão, informa a edição. 

    O Hwasong, palavra que significa "estrela fogosa" alcançou uma altitude de 2,8 mil km e voou cerca de 930 km por cima do mar do Japão (também conhecido como mar do Leste) em 39 minutos. Consequentemente, o Alasca e o Havaí podem se tornar seus alvos potenciais. 

    The intercontinental ballistic missile Hwasong-14 is seen during its test launch in this undated photo released by North Korea's Korean Central News Agency (KCNA) in Pyongyang, July, 4 2017.
    © REUTERS / KCNA
    The intercontinental ballistic missile Hwasong-14 is seen during its test launch in this undated photo released by North Korea's Korean Central News Agency (KCNA) in Pyongyang, July, 4 2017.

    De acordo com a edição, inicialmente os responsáveis do Ministério da Defesa russo pensavam que o míssil era só um dos "brinquedos improvisados" que o líder norte-coreano gosta de mostrar nos desfiles. Mas o Pentágono afirmou que o míssil era real. 

    Um analista militar russo supõe que o míssil pode ser uma cópia dos mísseis soviéticos de longo alcance, como o P-36M, capaz de encarregar várias ogivas, porque possui todas as características principais deste míssil. Em primeiro lugar é visível a semelhança da carenagem aerodinâmica dos mísseis, afirma o Asia Times. 

    A análise da trajetória e da ogiva do Hwasong permitiu supor que Pyongyang pudesse ter obtido as tecnologias da empresa militar ucraniana de projeção Yuzhnoe. Nos tempos soviéticos a empresa era uma espécie de "bastião do desenvolvimento de mísseis", onde eram realizadas as pesquisas de novas armas, mas hoje em dia está mergulhada em dívidas. 

    "Desde o ano de 2000, Pyongyang enviou espiões para a Ucrânia, algumas vezes através de Moscou, o que forçou a Rússia a alertar Kiev para que os interceptasse. Mas parece que Pyongyang se aproveita dos laços enfraquecidos entre Moscou e Kiev", escreve um dos analistas. 

    Em meio de suspeitas de que os norte-coreanos podiam ter roubado tecnologias avançadas da Ucrânia, foi posta em questão a ação das autoridades chinesas, que adquiriram informação e equipamentos militares ao mesmo país. 

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    Tags:
    defesa, armas, roubo, desenvolvimento, teste, tecnologia nuclear, míssil, Hwasong-14, Kim Jong-un, Ucrânia, Coreia do Norte
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