04:16 19 Setembro 2018
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    Algas (imagem referencial)

    Que 'arma' inédita está Pyongyang desenvolvendo para sobreviver às sanções?

    CC0 / Pixabay
    Ásia e Oceania
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    Sujeita a forte pressão pelas sanções econômicas internacionais, a economia norte-coreana parece explorar opções inéditas tanto a nível industrial como alimentar.

    A Coreia do Norte parece estar preparando um novo recurso para fazer frente às sanções económicas impostas pela comunidade internacional.

    De acordo com o grupo de investigação 38 North, que se especializa na Coreia do Norte, uma nova instalação experimental de cultivo de algas, localizada nos arredores da cidade de Wonsan, sugere um "interesse crescente no desenvolvimento de algas como um recurso estratégico para diversificar as fontes de energia e melhorar a produção agrícola". Desta maneira, Pyongyang poderá no futuro "reduzir a vulnerabilidade" do país às sanções.

    O portal indica que, com o tempo, a indústria de algas poderá gradualmente "mitigar os efeitos negativos das sanções", tanto no campo de fornecimento de energia como na área da alimentação.

    Imagens recebidas através de satélites do Google permitem ver numerosos espaços com reservatórios e canais de fluxo aberto, construídos ainda no início de 2000, para cultivar estes organismos.

    No entanto, é provável que inicialmente estas zonas tivessem sido criadas para controlar as águas e produzir fertilizantes de matérias primas e de suplementos alimentares para as áreas rurais. Mas, recentemente, estas instalações "tornaram-se mais avançadas".

    Apoiando a economia

    Com as sanções internacionais, a economia da Coreia do Norte se encontra sob uma forte pressão.  Por exemplo, na semana passada, um alto ex-funcionário norte-coreano que trabalhava na esfera da gestão econômica, Ri Jong Ho, declarou à organização Asia Society (Sociedade da Ásia) que os cidadãos do seu país sofrem de falta de alimentos e de eletricidade. Ele duvida que, nessa situação, o país "possa sobreviver um ano sob as sanções".

    O grupo 38 North, por sua vez, indicou que as algas, se processadas apropriadamente, fornecem altos níveis de proteínas, que as converte em "excelente suplemento alimentício", bem como fertilizante. Além disso, possuem 20 % de lipídios, e por isso podem ser transformadas em biocombustíveis.

    Analisando os dados sobre as novas instalações norte-coreanas, os investigadores estimam que possam produzir 2.851 toneladas de biomassa de algas por ano, entre as quais aproximadamente 1.425 toneladas de massa nutricional.

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    Tags:
    sanções econômicas, sobrevivência, recursos estratégicos, comunidade internacional, pressão, plano, produção, energia, alimentação, 38 North, Pyongyang, Coreia do Norte
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