23:06 23 Outubro 2019
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    Líder norte-coreano Kim Jong-un supervisiona o que seria uma versão miniaturizada de uma bomba de hidrogênio, ainda mais potente do que uma bomba atômica

    Cadê os testes? Silêncio da Coreia do Norte seria culpa da... Coreia do Norte (VÍDEO)

    © AP Photo / KCNA
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    Serviços de inteligência dos Estados Unidos e da Coreia do Sul apontavam que, como é tradição, a Coreia do Norte realizaria pelo menos um ou até dois testes bélicos em outubro, o que acabou não ocorrendo nas datas estimadas. Mas isso pode não ser fruto do acaso.

    Segundo informações publicadas pela agência de notícias sul-coreana Yonhap, uma fonte do Ministério da Defesa da Coreia do Sul informou que o último teste nuclear conduzido por Pyongyang – o sexto da história do país –, realizado em 3 de setembro, causou danos topográficos na área de de Punggye-ri, onde a nação realiza tais atividades.

    Imagens de satélite divulgadas pelo site 38 North, especializado em assuntos norte-coreanos, mostraram o desabamento de áreas ao redor de Punggye-ri, provavelmente pela força da detonação no mais recente teste da Coreia do Norte – Pyongyang declarou que tratou-se de um teste com uma bomba de hidrogênio.

    Segundo a fonte sul-coreana, o deslizamento de terra e o possível desabamento de túneis na área norte-coreana poderiam estar atrasando um novo teste nuclear do país, o qual deverá ser mais forte que os anteriores, se a ideia do líder Kim Jong-um é mandar um novo recado ao mundo quanto ao poderio militar do país asiático.

    "Se [a Coreia do Norte] tenta enviar uma mensagem significativa ao mundo com outro teste nuclear, exigiria uma bomba mais poderosa", destacou a fonte à Yonhap. "A Coreia do Norte considerará se vai continuar testando armas nucleares lá, incluindo uma revisão da topografia", continuou.

    Esperava-se que Pyongyang pudesse conduzir novos testes – balísticos e/ou nucleares – entre os dias 10 de outubro (data do aniversário do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, que comanda o país há décadas), e 18 do mesmo mês (data do Congresso do Partido Comunista da China). Todavia, nenhuma provocação aconteceu.

    O silêncio norte-coreano pode acabar no início de novembro, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará uma visita à Ásia, passando por países aliados como a Coreia do Sul, o Japão e Filipinas, além de também desembarcar em Pequim, na China. Em solo sul-coreano, é possível que ele visite a zona desmilitarizada entre as duas Coreias.

    Se a presença de Trump na região não for um bom momento para Kim Jong-um conduzir novos testes, outra data especulada por especialistas é o dia 1º de janeiro de 2018, quando o líder norte-coreano poderia aproveitar o Ano Novo para anunciar a conclusão do programa nuclear do país asiático.

    O reconhecimento como um Estado nuclear é um dos objetivos que a Coreia do Norte persegue como forma de dar sustentação ao governo, e recolocar Pyongyang na mesa de negociações, conforme destacou uma diplomata norte-coreana na semana passada em Moscou. A comunidade internacional, porém, deu mostras que não acatará a sugestão.

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    Tags:
    defesa, testes balísticos, mísseis balísticos intercontinentais, Bomba H, bomba de hidrogênio, programa nuclear, teste nuclear, Kim Jong-un, Donald Trump, Estados Unidos, Península da Coreia, Coreia do Sul, Punggye-ri, Coreia do Norte
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