04:06 20 Novembro 2017
Ouvir Rádio
    Donald Trump e Hillary Clinton participam do primeiro debate presidencial na Universidade de Hofstra, em Hempstead, Nova York

    Hillary: Trump age de maneira 'perigosa e míope' em guerra de palavras com Coreia do Norte

    © REUTERS/ Jonathan Ernst
    Ásia e Oceania
    URL curta
    7184516

    A ex-candidata presidencial dos EUA, Hillary Clinton, criticou nesta quarta-feira o presidente Donald Trump por se envolver em uma guerra de palavras com a Coreia do Norte, chamando-a de "uma mudança perigosa e míope" que só beneficiará o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e eventualmente minará a credibilidade dos EUA.

    Hillary, que também atuou como secretária de Estado dos EUA no governo de Barack Obama, enfatizou a necessidade de mais pressão sobre Pyongyang e uma abordagem diplomática para levar o governo local para negociações, pedindo que a China desempenhe um papel mais pró-ativo na aplicação de sanções contra o aliado rebelde.

    "Iniciar brigas com Kim Jong-un apenas coloca um sorriso no rosto dele. É como escolher brigas com a OTAN e a União Europeia (UE), que representa um sorriso no rosto do russo Vladimir Putin", disse Clinton no World Knowledge Forum, em Seul. "Não há necessidade de sermos belicosos e agressivos [sobre a Coreia do Norte]".

    "Estou preocupada com algumas das ações recentes da nova administração que parecem aumentar as tensões. Nossos aliados agora expressam preocupações sobre a credibilidade e confiabilidade dos Estados Unidos", acrescentou ela, sem mencionar o Trump pelo nome.

    A tensão na Península da Coreia aumentou nas últimas semanas após os testes nucleares e de mísseis do Norte, com Trump ameaçando "destruir totalmente" a Coreia do Norte se ameaçar os EUA. Kim Jong-un respondeu chamando Trump "mentalmente perturbado" e dizendo que o republicano pagaria caro por sua ameaça.

    Tendo sido a principal diplomata dos EUA de 2009 a 2013 sob o presidente Barack Obama, Clinton disse que as "ameaças cavalheiristicas" de Trump não são apenas perigosas e míopes, mas também fazem com que Kim se sinta "ansioso" para atrair a atenção pessoal do comandante-chefe dos EUA.

    A ex-secretária também expressou sua preocupação com a falta de experiência da administração Trump por lidar com a Coreia do Norte de maneira belicosa e imprevisível, dizendo que a nova administração está "drenando" o governo de conhecimentos diplomáticos.

    Em relação ao papel da China, Clinton disse que Pequim seria melhor tentando "reforçar e impor rigorosamente as sanções" contra a Coreia do Norte, cujas relações com a China se esforçaram depois que Pequim participou das sanções dirigidas pela ONU sobre os últimos testes nucleares de Pyongyang e lançamentos de mísseis.

    Mais:

    'Coreia do Norte só usará armas nucleares para defesa'
    'Dança guerreira' em torno da Coreia do Norte visa afetar China
    Muito pode ser feito antes de guerra contra Coreia do Norte, diz embaixador sul-coreano
    Marinha da Rússia realiza exercícios no Pacífico em meio às tensões na Coreia (VÍDEO)
    Tags:
    guerra nuclear, política, diplomacia, União Europeia, OTAN, Kim Jong-un, Donald Trump, Hillary Clinton, China, Estados Unidos, Península da Coreia, Coreia do Sul, Coreia do Norte
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik