12:29 23 Julho 2019
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    Submarino da Marinha da China durante missão

    Armas nucleares submarinas da China: a ameaça nuclear mais perigosa do mundo?

    © AP Photo / Xinhua, Zha Chunming, File
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    De acordo com o Pentágono, os submarinos Type 096 chineses podem atacar os EUA a partir de áreas seguras perto da costa chinesa. Os submarinos nucleares com mísseis balísticos (SSBN em inglês) da China vão se tornar uma séria preocupação para os EUA, opina Robert Farley no seu artigo no The National Interest.

    China completou o seu primeiro SSBN, o Xia do Type 092, em 1981. Mas, de acordo com a informação, este entrou para o serviço só em 1987 e nunca realizou missões de patrulha de dissuasão.

    A segunda tentativa da China foi a família de submarinos Type 094. Estes se mostraram muito mais eficazes, afirma Robert Farley no seu artigo para o The National Interest. Estes submarinos foram dotados de 12 mísseis balísticos de lançamento submarino JL-2 capazes de lançar uma ogiva nuclear para uma distância de até 7,5 mil quilômetros.

    Seguidamente será o Type 096 Tang. Ainda não há informação precisa sobre as capacidades dele mas espera-se que seja maior, mais silencioso e possa carregar mais mísseis com mais ogivas. Deverá transportar até 24 mísseis de lançamento submarino JL-3 com alcance de até 10 mil quilômetros, informa o autor.

    O submarino Type 092 é praticamente inútil e foi desativado. A Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLAN em inglês) tem realizado longos treinamentos com os submarinos Type 094, provavelmente se preparando para suas primeiras patrulhas de dissuasão, afirma ele. Mas estes submarinos não podem operar independentemente em condições de um conflito intenso. O problema, de acordo com autor, é que os submarinos são muito ruidosos.

    Um caça-bombardeiro americano F/A-18F Super Hornet sobrevoa o porta-aviões da Marinha dos EUA USS Gerald R. Ford, enquanto este testa seus novos sistemas EMALS e AAG no Atlântico
    © REUTERS / Marinha dos EUA/Erik Hildebrandt
    Considerando essa desvantagem, parece que a China irá adotar o conceito "bastion" que foi aplicado aos submarinos soviéticos durante a Guerra Fria. Ele acrescenta, que os soviéticos adotaram essa estratégia devido às preocupações sobre a capacidade de sobrevivência dos seus submarinos. Por isso a China pode adotar a mesma estratégia, opina ele.

    Por um lado, o nível alto de ruído dos submarinos da China os torna alvos fáceis de detectar. Por outro lado, tais submarinos são alvos tentadores para submarinos nucleares de ataque. No caso de uma guerra, os EUA, o Japão ou a Índia podem se aproveitar disso.

    O futuro desenvolvimento da frota submarina pode criar problemas para os EUA. Na prática, a expansão da dissuasão nuclear submarina chinesa não deve ter muitos efeitos sobre os EUA, acha o autor. Como foi no caso da União Soviética e agora da Rússia, a China tem bons motivos para não realizar lançamentos. A decisão de dedicar recursos ao desenvolvimento da frota submarina pode ter surgido devido ao perigo da supremacia nuclear dos EUA e à ideia de que os EUA podem conseguir destruir as forças nucleares terrestres da China.

    Devido ao fato de a China tentar se aproximar da Rússia e dos EUA tecnologicamente, os submarinos chineses podem se tornar mais avançados e conseguir operar independentemente. De qualquer modo, a presença de submarinos adicionais da China vai ser mais um ponto de preocupação para os EUA, afirma o autor.

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    Tags:
    frota, desenvolvimento, estratégia, lançamento, defesa, capacidade militar, míssil, submarino, EUA, China
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