06:11 27 Maio 2020
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    Crise do povo rohingya em Mianmar (9)
    141
    Nos siga no

    O Irã enviou sua primeira remessa de ajuda para os refugiados rohingyas e quer aumentar sua assistência humanitária durante a crise em curso em Mianmar. Ao mesmo tempo, o governo iraniano também está considerando uma estratégia política para impedir a "limpeza étnica" que as autoridades de Mianmar estão aplicando contra a minoria muçulmana.

    Uma remessa de 50 toneladas de ajuda já chegou ao Bangladesh para ajudar os muçulmanos rohingyas que estão na zona fronteiriça, comunicou à Sputnik Persa Seyed Hadi Afghahi, um diplomata iraniano que acompanha a situação.

    Teerã também está realizando negociações com as autoridades de Mianmar quanto a uma entrega humanitária adicional para o povo rohingya em Mianmar, bem como para o transporte de feridos da minoria muçulmana aos hospitais iranianos.

    Comentando os esforços humanitários de Teerã, Afghahi observou que o Irã foi um dos primeiros estados membros da Organização da Cooperação Islâmica a ajudar durante a crise em curso em Mianmar.

    "A primeira remessa de ajuda, incluindo alimentos, medicamentos e artigos de primeira necessidade, já foi enviada para o Bangladesh. Além disso, o Irã enviou seus diplomatas e médicos da organização humanitária Crescente Vermelho, o que foi autorizado pelo governo do Bangladesh", apontou o especialista.

    Os diplomatas e médicos tencionam estabelecer um hospital móvel na área.

    Além disso, o Irã apresentou uma iniciativa política. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, propôs duas estratégias para resolver a crise.

    "A primeira é a pressão econômica sobre o governo de Mianmar. A segunda é a pressão política coletiva, incluindo a ruptura das relações diplomáticas com Mianmar, um país que viola o direito internacional e atua contra as resoluções da ONU", disse Afghahi.

    A recente operação das forças militares e de segurança de Mianmarfoi lançada após um ataque de rebeldes muçulmanos de origem rohingya a um posto de segurança no estado de Rakhine em 25 de agosto. Os ataques provocaram uma resposta brutal por parte das autoridades. Em resultado dos confrontos, centenas de pessoas morreram, milhares foram forçadas a fugir.

    Este é apenas o último agravamento de um conflito antigo. Em 1982, foi introduzida a Lei da Nacionalidade do país, e desde então aos rohingyas foi negada a cidadania. A crise atual se agravou em 2011 e atingiu seu auge em 2012, quando milhares de muçulmanos buscaram asilo em campos especiais para refugiados no território do país ou fugiram para o Bangladesh. Outra escalada ocorreu em 2016.

    De acordo com a agência de refugiados da ONU, desde 25 de agosto, o número de refugiados rohingyas já atingiu os 412.000.

    Tema:
    Crise do povo rohingya em Mianmar (9)

    Mais:

    Como adversários da China podem se aproveitar da crise em Mianmar para atingi-la?
    Mianmar bloqueia ajuda humanitária da ONU em meio aos confrontos religiosos
    Tags:
    crise, refugiados, Seyed Hadi Afghahi, Mianmar, Irã
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar