16:55 23 Setembro 2017
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    Congresso do Partido dos Trabalhadores em Pyongyang, Coreia do Norte

    Especialista: Pyongyang pode responder à pressão de um jeito muito perigoso

    © REUTERS/ Damir Sagolj
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    A delegação da Coreia do Norte em Genebra reprovou a resolução do Conselho de Segurança da ONU, que prevê o endurecimento das sanções em relação a Pyongyang.

    Frente do Ocidente na Primeira Guerra Mundial (foto de arquivo)
    © Foto: Biblioteca Estatal do estado Nova Gales do Sul/Arquivo oficial de fotos da Austrália
    Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em ciências políticas, Andrei Manoilo, opinou que o endurecimento futuro da pressão sobre Pyongyang só levará a um resultado contrário.

    O representante permanente da Coreia do Norte na Conferência para o Desarmamento em Genebra, Han Tae Song, declarou que seu país reprova a nova resolução do Conselho de Segurança da ONU, que contempla a ampliação das sanções contra Pyongyang, informa a agência Reuters.

    "Minha delegação reprova total e categoricamente a última resolução ilegítima do Conselho de Segurança da ONU", afirmou este.

    Além disso, o representante permanente da Coreia do Norte acusou os Estados Unidos de incitar o confronto com a Coreia do Norte e de ser obcecados pela ideia de "interrupção do desenvolvimento do potencial nuclear do país, que já atingiu o estágio final".

    Nesta segunda-feira (11), o Conselho de Segurança da ONU introduziu por unanimidade novas sanções contra a Coreia do Norte, o que restringe significativamente a prática de exportação e importação de Pyongyang. De acordo com o documento, são limitadas as exportações de produtos petrolíferos e petróleo bruto à Coreia do Norte. Além do mais, Pyongyang não poderá mais vender seus produtos de tecelagem. Todos os países foram proibidos de dar permissão de trabalho para norte-coreanos.

    Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em ciências políticas e professor da Universidade Estatal de Moscou, Andrei Manoilo, expressou opinião de que a Coreia do Norte sobreviverá facilmente às novas sanções.

    "Na realidade, as sanções são ineficazes, especialmente no que diz respeito à Coreia do Norte. O país é autossuficiente. Os norte-americanos exigem que seja limitado o fornecimento de petróleo, mas ela encontrará outro caminho e outro jeito. A Coreia do Norte possui países parceiros, que colaboram com ela às ocultas. Além do mais, quanto ao ritmo de crescimento, a Coreia do Norte superou a Coreia do Sul neste ano. Pyongyang sobreviverá facilmente a essas sanções. Para o país, elas são como picada de mosquito", o especialista ressalta.

    De acordo com ele, a pressão futura sobre Pyongyang pode causar um resultado contrário.

    "Vale entender que a pressão sobre a Coreia do Norte vai levar à radicalização das posições das autoridades do país. Daqui a algum tempo, se Pyongyang for apertada em um canto de parede, ela iniciará a comercializar tecnologias de mísseis. Sendo isso muito mais perigoso do que os testes com quais os norte-coreanos ameaçam as bases dos EUA na ilha de Guam […] O país, apertado no canto da parede, torna-se imprevisível. É preciso agir da maneira oposta, ou seja, abrir canais diferentes de colaboração para a Coreia do Norte, envolvendo-a em todos os tipos de interações e organizações, para que o país esteja ligado a uma quantidade enorme de compromissos internacionais. Pois, quando não há compromissos e laços, eles [norte-coreanos] estão completamente livres para fazer suas escolhas", ressalta Manoilo.

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    resolução, ameaça, sanções, Conselho de Segurança da ONU, Pyongyang, Coreia do Norte
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