01:45 24 Julho 2019
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    Policiais da Guarda de Fronteira do Mianmar de sentinela no estado de Rakhine, Miarmar (foto de arquivo)

    Mídia: em meio à crise dos rohingyas, Israel fornece armas a Mianmar

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    Crise do povo rohingya em Mianmar (9)
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    Segundo a agência de notícias Middle East Eye, Israel está pondo lenha na fogueira com a venda de armamento ao governo de Mianmar, o que dificulta e muito a crise enfrentada pelo país. A informação foi divulgada justamente no momento em que o conflito está ganhando força.

    Segundo a agência de notícias Middle East Eye, Israel está pondo lenha na fogueira com a venda de armamento ao governo de Mianmar, o que dificulta e muito a crise enfrentada pelo país. A informação foi divulgada justamente no momento em que o conflito está ganhando força. 

    De acordo com grupos de direitos humanos e autoridades de Mianmar, Israel forneceu mais de 100 tanques, barcos a motor e muitas usadas, que são usados pelos militares de Mianmar contra os muçulmanos rohingyas.

    O jornal israelense Haaretz informou que, nesta quarta-feira (6), as negociações de armas entre Tel Aviv e Yangon estão em marcha a todo o vapor, apesar dos embargos da ONU e da UE sobre a venda de armas ao país.

    Enquanto isso, o Supremo Tribunal de Justiça de Israel se prepara para considerar uma petição de ativistas que pedem ao governo para impedir qualquer exportação de armas para Mianmar.

    A petição foi enviada em janeiro, depois de a delegação das autoridades israelenses terem visitado Yangon para negociar o fornecimento das mesmas ao país em crise.

    Porém, Israel não é o único país a fornecer armas para Mianmar.

    "No ano passado, o governo do Reino Unido gastou mais de 300.000 libras (R$ 1,2 milhão) dos impostos dos contribuintes para treinar os militares de Mianmar, cujo comandante-chefe, general Min Aung Hlaing, foi bem recebido pelos chefes militares da UE para firma a venda de armas e treinamento", afirmou Penny Green, diretor da Iniciativa Internacional de o Crime de Estado, da Universidade londrina de Queen Mary, citado pelo portal de notícias on-line The Middle East Eye.

    Nesta terça-feira (5), o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou para que Mianmar suspenda as supressões violentas contra muçulmanos de origem rohingya, sendo que mais de 120 mil pessoas desta descendência foram forçadas a fugir para o país vizinho, Bangladesh. 

    Muçulmanos de origem rohingya (foto de arquivo)
    © REUTERS / Simon Lewis
    Muçulmanos de origem rohingya (foto de arquivo)
    O conflito em Mianmar que ganhou seu segundo fôlego em agosto de 2017, na verdade é uma crise bastante longa: o conflito antigo entre budistas e muçulmanos do país tem sua origem no século XIX.

    O último conflito entre os budistas de Mianmar e os muçulmanos rohingyas, que foram amplamente vistos em Mianmar como recém-chegados e proscritos, entrou em erupção no estado de Rakhine em agosto e provocou uma onda de protestos em todo o mundo devido ao uso desproporcional da força pelo governo do país.

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    tensões sociais, conflito, ONU, Mianmar, Reino Unido
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