05:54 16 Setembro 2019
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    Míssil exibido durante desfile militar na Coreia do Norte

    NI: a maior ameaça de Pyongyang para os EUA não são os mísseis

    © REUTERS / James Pearson
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    Em 8 de agosto o presidente dos EUA Donald Trump ameaçou a Coreia do Norte com uma ação militar, mas parece que se esqueceu da retaliação norte-coreana contra o seu vizinho do sul, aliado dos EUA, comunica o The National Interest.

    Existe a opinião de que a "pressão máxima" dos EUA e dos outros países irá trazer a Coreia do Norte para a mesa de negociações e forçá-la a suspender o seu programa nuclear. 

    Isso ignora a seguinte realidade: o regime de Kim Jong-um quer ser capaz de alcançar o território dos EUA com armas nucleares e não há variantes aceitáveis agora que possam fazer Pyongyang mudar a sua estratégia, comunica o colunista do The National Interest Richard C. Bush. 

    Entretanto, o perigo de um ataque nuclear preventivo por parte da Coreia do Norte é relativamente pequeno. 

    Especialistas japoneses e sul-coreanos indicam um perigo muito maior do que um ataque preventivo norte-coreano. Estes países têm contado com o compromisso credível dos EUA de utilizar todos os meios disponíveis para defendê-los de um ataque da Coreia do Norte. Entre outras coisas eles decidiram não adquirir as próprias armas nucleares porque contavam com o escudo nuclear norte-americano, acrescenta o The National Interest. 

    Mas, com o desenvolvimento nuclear da Coreia do Norte, cresce o cepticismo de Tóquio e Seul em relação à credibilidade do compromisso dos EUA. A questão principal aqui é se Washington estaria disposto a arriscar San Francisco para defender Seul ou Tóquio. 

    Além disso, segundo o The National Interest, a Coreia do Norte representa uma ameaça ainda mais séria. Pyongyang pode perceber em breve que pode se comportar de forma mais imprudente com a Coreia do Sul ao nível convencional porque pode hipoteticamente conter os EUA com suas armas nucleares. 

    A realidade atual pode provocar cisões no povo sul-coreano e tensões internas na aliança entre os EUA e a Coreia do Sul. Em tal situação, Seul pode provavelmente pensar sobre o desenvolvimento do próprio arsenal nuclear para não parecer fraco e deter a humilhação futura. Nestas condições, o perigo do uso potencial das armas nucleares vai se tornar real. 

    Aconteça o que acontecer, teremos provavelmente a vitória política da Coreia do Norte sobre os EUA, conclui o autor do artigo no The National Interest. 

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    Tags:
    tensões, ataque preventivo, defesa, escudo antimísseis, aliados, míssil, política, Coreia do Norte, EUA
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