10:08 23 Setembro 2019
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    Navios chineses durante exercícios navais no mar da China Oriental (foto de arquivo)

    Opinião: China se prepara para diferentes cenários da crise na península da Coreia

    © REUTERS / China Daily
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    Nas últimas semanas, a China tem realizado manobras militares importantes e demonstrativas. Esses testes de combate têm como objetivo mostrar a prontidão do país para responder aos vários cenários da crise na península da Coreia, opina o especialista militar russo, Vasily Kashin.

    Em comentário à Sputnik China, o especialista militar russo, Vasily Kashin comentou os preparativos da China. Em 31 de julho, o Exército de Libertação Popular chinês conduziu treinamentos com fogos reais para treinar a destruição dos sistemas antimíssil THAAD instalados na Coreia do Sul. Além disso, em 8 de agosto, as forças chinesas terminaram manobras navais nos mares Amarelo e Oriental da China.

    Durante os treinos de fim de julho, as posições condicionais do THAAD foram eliminadas com ataques de 20 mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro DF-26C, DF-16A e DF-10. Os custos destes treinamentos atingiram somas elevadas, tendo eles sido transmitidos pela mídia internacional.

    A peculiaridade das manobras navais chinesas realizadas em agosto é que deles participaram navios de todas as três frotas chinesas, incluindo as fragatas da classe 054A e os destróieres da classe 956 construídos na Rússia. Ao mesmo tempo, nos treinamentos foram usadas forças significativas de aviação e submarinos, bem como sistemas costeiros de mísseis antinavio.

    Considerando os dados divulgados, o especialista militar sublinha que as manobras se destinavam a treinar o combate contra forças navais de uma grande potência naval que possa enviar seus navios para essa área sensível para a China. No passado, as forças navais de porta-aviões dos EUA já realizaram seus próprios treinos nesses mares em resposta à escalada de tensões com a Coreia do Norte — consequentemente, tais ações provocaram o descontentamento da parte chinesa.

    Neste contexto, vale a pena destacar que a Coreia do Norte não possui capacidades de combate suficientes para representar uma ameaça à República Popular da China, acredita Vasily Kashin.

    Ao conduzir esses treinamentos, a China demonstrou (ou tentou demostrar) que, caso haja uma escalada descontrolada de tensões na península da Coreia, o Exército de Libertação Popular será capaz de garantir a segurança nacional. Assim, realizando manobras na proximidade do seu território, a China se está preparando para usar todos os fatores da sua superioridade, opina o especialista.

    No ponto de vista deles, os chineses tentam garantir seu domínio firme das bacias marinhas dos mares adjacentes, o que, em particular, é necessário para garantir a segurança da sua capital e, caso seja necessário, para realizar um ataque demolidor contra as ameaças precedentes da península da Coreia. Entretanto, dependendo do desenvolvimento da situação, a China está pronta para intervir no conflito de acordo com diferentes cenários.

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    Tags:
    mísseis balísticos intercontinentais, manobras navais, mísseis de cruzeiro, treinamento militar, sistema de defesa de mísseis, THAAD, Exército Popular de Libertação, Vasily Kashin, Península da Coreia, Mar Amarelo, Mar da China Oriental, Coreia do Norte, China, EUA
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