14:45 25 Abril 2019
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    INS Vikramaditya da Marinha da Índia

    EUA querem criar tensão entre Índia e China para 'provocar divergências no BRICS'

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    Conflito na fronteira entre Índia e China (17)
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    A mídia norte-americana diz que os exercícios militares da Índia, EUA e Japão no golfo de Bengala são "uma mensagem para a China". O especialista militar Aleksei Leonkov que esta interpretação é uma tentativa para piorar as relações entre a índia e a China e provocar tensões no BRICS.

    A Índia, os EUA e o Japão estão realizando os treinamentos navais Malabar no golfo de Bengala. Dos exercícios tomam parte 15 navios de guerra, dois submarinos, dezenas de caças e helicópteros. Dos treinamentos participam também um porta-aviões norte-americano da classe Nimitz, o porta-aviões indiano Vikramaditya e o porta-helicópteros japonês Izumo.

    Os exercícios Malabar começaram em 1992 como exercícios navais conjuntos entre as marinhas da Índia e dos Estados Unidos. Em julho de 2014, o Japão participou das manobras pela primeira vez.

    O chefe da força naval norte-americana disse ao jornal The New York Times, sob condição de anonimato, que as manobras são "uma mensagem para a China".

    Segundo o especialista militar Aleksei Leonkov, os EUA estão tentando prejudicar as relações entre a China e a Índia.

    "Esta interpretação da mídia norte-americana é uma tentativa de piorar as relações e reavivar as tensões que existiam entre a Índia e a China em torno da presença no mar do Sul da China. Durante a última visita de Trump à Índia, foi declarado que estes exercícios terão um âmbito antiterrorista. As manobras são realizadas no oceano Índico, no golfo de Bengala, perto da China. Há quem que beneficie com o aumento das tensões entre a China e a Índia, porque isso poderá provocar divergências no BRICS. Acho que eles não conseguirão fazer isso", explicou Leonkov ao serviço russo da Rádio Sputnik.

    Entretanto, as manobras de 2017 têm traços específicos.

    Quanto aos participantes, das manobras tradicionalmente tomam parte a Marinha da Austrália e Singapura, mas este ano a Índia rejeitou o pedido de participação da Austrália. É de sublinhar: foi a Índia quem rejeitou o pedido, não os EUA.

    De acordo com o especialista, os marinheiros e militares indianos estão melhorando a qualidade dos treinamentos, demonstrando alguma superioridade sobre as invencíveis forças armadas dos EUA. O nível de preparação das forças armadas da Índia está aumentando. Mais uma característica distintiva: este ano dos treinamentos tomam parte dois porta-aviões, um deles é o indiano Vikramaditya que porta caças russos MiG-29.

    Tema:
    Conflito na fronteira entre Índia e China (17)

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    Tags:
    manobras navais, porta-aviões, USS Nimitz, Vikramaditya, Izumo, MiG-29, BRICS, Alexei Leonkov, EUA, Japão, Oceano Índico, Índia
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