16:32 21 Setembro 2017
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    Kim Jong-un durante parada militar dedicada ao 105 aniversário do seu avô, Kim Il-sung, Pyongyang,  15 de abril de 2017

    Conversas secretas entre Coreia do Norte e EUA indicam como guerra pode ser evitada

    © Sputnik/ Ilia Pitalev
    Ásia e Oceania
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    Tensão sem precedentes entre Coreia do Norte e EUA (186)
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    Diplomatas dos Estados Unidos e da Coreia do Norte estão mantendo conversações há mais de um ano, com uma agenda que engloba não só o programa nuclear do país asiático, mas também a libertação de três cidadãos norte-americanos que estão presos na península, informou o The Wall Street Journal.

    Os encontros vêm acontecendo em vários países – a maioria na Europa – e a diplomata indicada pelo líder norte-coreano Kim Jong-un é uma velha conhecida: Madame Choi Sun Hee, que atuou em tratativas semelhantes nos governos Bill Clinton e George W. Bush.

    Tais reuniões, de acordo com o jornal, criaram a expectativa de que Pyongyang e Washington finalmente sentassem à mesa para iniciar negociações em torno do programa nuclear do país asiático, uma das prioridades do governo do presidente Donald Trump.

    A resolução por vias diplomáticas é vista pelo Pentágono e pela comunidade internacional como a correta para lidar com a Coreia do Norte. As pressões, porém, parecem não estar surtindo efeito, tanto que o país já realizou mais de 10 testes militares apenas em 2017.

    A libertação do estudante Otto Warmbier, de 22 anos, que ficou preso por 17 meses em solo norte-coreano criou uma expectativa entre os diplomatas envolvidos nas tratativas, já que poderia ser um sinal de que o diálogo poderia ser possível na esfera oficial. Contudo, o jovem foi devolvido em coma e morreu no início da semana, o que acirrou os ânimos nos EUA.

    “Se os norte-coreanos libertassem os três presos [norte-americanos]  que estão lá, poderia criar uma atmosfera que levaria a conversas potencialmente sérias”, opinou ao jornal Suzanne DiMaggio, do grupo 'think tank' Fundação Nova América. Ela foi uma das colaboradoras na conexão entre os diplomatas dos dois países, tendo ido duas vezes a Pyongyang, em 2016.

    Mulher de confiança de Kim

    A norte-coreana Madame Choi é tida como alguém com canal direto com Kim Jong-un e responde hoje pelo escritório de assuntos norte-americanos do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte.

    Ela esteve envolvida no acordo entre os dois países, em 2012, quando os norte-coreanos congelariam os testes em troca de um carregamento de ajuda humanitária. Contudo, o lançamento de um foguete por parte de Pyongyang colocou o acerto diplomática abaixo, e a gestão do então presidente Barack Obama adotou a chama “paciência estratégica” com a Coreia do Norte.

    Assim como o embaixador norte-coreano na Índia, Madame Choi afirmou na China que Pyongyang aceita negociar “se as condições forem as corretas”. Ela já adiantou, de acordo com o jornal dos EUA, que o regime não aceita abandonar as suas armas nucleares, mas sim limitá-las. Isso significa dizer que um congelamento do programa não estaria descartado.

    O impacto da morte de Warmbier e a manutenção das prisões dos três norte-americanos podem representar um entrave para que a possibilidade de negociações se torne realidade em um futuro próximo.

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    Tags:
    testes nucleares, testes de mísseis, terceira guerra mundial, guerra nuclear, política, diplomacia, Fundação Nova América, Casa Branca, Barack Obama, Suzanne DiMaggio, Kim Jong-un, Madame Choi Sun Hee, Otto Warmbier, Donald Trump, Coreia do Norte, Estados Unidos
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