05:20 11 Agosto 2020
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    Tensão sem precedentes entre Coreia do Norte e EUA (186)
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    A Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira que poderá acelerar o desenvolvimento do seu programa nuclear se os Estados Unidos se mantiverem “hostis” por meio de uma rede de sanções ao regime de Kim Jong-un.

    Em um comunicado à imprensa, o Ministério de Relações Exteriores norte-coreano mencionou que “as sanções e pressões desprezíveis impostas” à Coreia do Norte “chegaram ao extremo”, e elas seriam fruto de uma “política extremamente hostil dos EUA” contra o país asiático.

    Em resposta, o governo norte-coreano que o seu foco é “acelerar ainda mais o fortalecimento de sua força nuclear para erradicar a base da agressão e todos os males”, segundo o ministério, em tradução divulgada pela agência estatal norte-coreana KCNA.

    Desde que assumiu a Casa Branca, em janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump tem buscado pela “máxima pressão” sobre Pyongyang, a fim de trazer Kim Jong-un para a mesa de negociações e tratar da desnuclearização da Península Coreana.

    Na mesma nota divulgada nesta sexta-feira, a Coreia do Norte criticou Washington por buscar implementar mais e mais sanções, as quais atingem ainda a  “suprema dignidade” do país. Além disso, o governo comunista deu números que mostram o tamanho da sanções – algo incomum vindo de Pyongyang.

    “Um cálculo rápido mostra que 15 órgãos do partido e do governo (comunistas), 73 outras empresas e entidades e cerca de 90 indivíduos da Coreia do Norte estão atualmente colocados na lista de sanções, juntamente com 16 aviões e 20 navios comerciais, mas praticamente nenhum deles é associado à área de munições”, diz o comunicado.

    Por fim, o governo norte-coreano culpa os EUA por prejuízos causados a empresários chineses e russos em razão das sanções. Segundo o regime comunista, tudo isso integra o plano norte-americano de derrubar o governo de Kim Jong-un e tornar o país uma nação capitalista.

    Congelar programa nuclear é premissa para Seul conversar

    Também nesta sexta-feira o governo sul-coreano declarou que aceita conversar com a Coreia do Norte, desde que o vizinho aceite congelar o seu programa nuclear. A pré-condição foi mencionada pelo ministro da Unificação, Cho Myoung-gyon, e reforçou o que já havia sido dito pelo presidente do país, Moon Jae-in.

    “As duas Coreias devem tomar uma iniciativa em (gerenciar) seu relacionamento. Mas muitos fatores internacionais estão ligados a isso e, em particular, (como resolver) o problema nuclear da Coreia do Norte é importante”, ponderou Cho em entrevista a um grupo de repórteres.

    O ministro sul-coreano disse ainda que fará esforços para a libertação de seis cidadãos da Coreia do Sul que foram presos recentemente pelos norte-coreanos.

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    Tags:
    diplomacia, sanções, guerra nuclear, guerra, programa nuclear, armas nucleares, ONU, Cho Myoung-gyon, Moon Jae-in, Donald Trump, Kim Jong-un, Estados Unidos, Península Coreana, Coreia do Sul, Coreia do Norte
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