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    Enquanto Pyongyang, Washington e outros jogadores estão se preparando para um cenário de guerra, o programa nuclear da Coreia do Norte e suas capacidades balísticas receberam uma atenção excessiva, comunica o portal Mauldin Economics.

    Eliminar as capacidades nucleares de Kim Jong-un seria o primeiro passo em uma guerra e, inclusive, a justificativa para um ataque. O segundo objetivo consistiria em proteger a Coreia do Sul das represálias norte-coreanas.

    Seul: primeiro objetivo de Pyongyang

    Na atualidade, ninguém conhece o estado real do programa nuclear da Coreia do Norte, mas um ataque nuclear contra um ativo militar ou um aliado de Washington é pouco provável já que obrigaria uma resposta dos Estados Unidos com a mesma moeda, ou, em outras palavras, aniquilação do governo norte-coreano. Ao invés disso, Pyongyang contará com seu grande arsenal de armas convencionais, sobretudo o de artilharia, para repelir um provável ataque do inimigo.

    As baterias de artilharia, muitas das quais são instaladas perto da zona desmilitarizada, podem causar danos graves às áreas densamente povoadas ao redor de Seul e inclusive à própria capital sul-coreana.

    Capacidades da artilharia norte-coreana

    De acordo com o Mauldin Economics, a estrutura de comando militar de Pyongyang se baseia em um modelo soviético. Desta maneira, a utilidade da artilharia norte-coreana depende de dois fatores: a disponibilidade de munições e a capacidade das autoridades para emitirem ordens de uma maneira efetiva.

    A estrutura militar é altamente centralizada e depende, em grande parte, das ordens emitidas diretamente pelo líder supremo, Kim Jong-un. Assim, caso os operários de artilharia não sejam capazes de receber ordens, estes se tornarão menos eficientes.

    Entretanto, os norte-coreanos se dão de conta de que os EUA estudaram sua estrutura militar e de que um dos primeiros passos de Washington seria cortar as linhas de comunicação.

    "Se [os EUA] cortarem estas linhas e se Pyongyang falhar em delegar algum aspecto de comando aos que estão no campo, a Coreia do Norte certamente perderia a guerra rapidamente", apontou a mídia.

    Por isso, é muito provável que os norte-coreanos tenham um plano bem elaborado para implementação de tal cenário.

    Além disso, embora o país tenha instalações de armazenamento a nível nacional, ele também conta com "vários armazéns militares a nível de unidade", distribuídos por todo o país, explicam os autores.

    A maioria são os chamados "locais de artilharia reforçada", ou HARTs, termo específico usado para denominar os sistemas de defesa da Coreia do Norte, que se encontram em vários pontos ao longo da zona desmilitarizada.

    Segundo informou o Instituto de Segurança e Sustentabilidade, são locais fortemente fortificados, localizados no interior de covas ou túneis.

    Assim, os militares já protegidos pelo terreno tiveram décadas para consolidação e superação das interrupções nas linhas de comunicação e fornecimentos, além de dispersar seus depósitos de munições.

    A existência destes locais sugere que as localizações isoladas seguirão lutando em qualquer cenário.

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    Tags:
    artilharia, mísseis intercontinentais, EUA, Coreia do Sul, Coreia do Norte
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