10:37 17 Janeiro 2018
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    Fronteira da China com a Coreia do Norte

    China reforça controle na fronteira com Coreia do Norte

    © AP Photo/ Ng Han Guan, File
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    Responsáveis oficiais chineses informaram os EUA sobre a intensificação de verificações e controle policial na fronteira com a Coreia do Norte no âmbito das sanções introduzidas pela ONU contra Pyongyang, informa a agência The Assosiated Press.

    "Eles [funcionários chineses] endureceram as verificações fronteiriças, intensificaram a vigilância policial na fronteira e reforçaram o controle aduaneiro", declarou a assistente principal do secretário de Estado dos EUA, Susan Thornton.

    Segundo dados da agência, ela também sublinhou que Pequim tomou também outras medidas em relação às empresas que cooperam com a Coreia do Norte.

    Ela destacou que os EUA notaram mudanças nas relações entre China e Coreia do Norte. Em sua opinião, as ações de Pequim significam que o país entende que deve exercer pressão contra a Coreia do Norte no contexto de lançamentos de mísseis que ameaçam a segurança chinesa.

    A assistente do secretário de Estado acredita que Washington continua cooperando com os países asiáticos para lhes demonstrar sua presença e influência na região, bem como afirmar sua dedicação aos acordos sobre segurança na região e fidelidade aos seus aliados.

    Mais cedo, as autoridades da China tinham proposto à Coreia do Norte que suspendesse seus lançamentos de mísseis e o desenvolvimento do programa nuclear em troca da cessação dos exercícios militares realizados pelos Estados Unidos e Coreia do Sul.

    Em 21 de maio, a Coreia do Norte lançou um míssil balístico. O míssil voou 500 quilômetros, atingido uma altitude de 560 quilômetros, e caiu no mar do Japão (também conhecido como mar do Leste), à distância de 350 quilômetros da península coreana e fora da zona econômica exclusiva do Japão.

    Os recentes testes balísticos fizeram com que a ONU voltasse a pedir a suspensão das atividades militares da Coreia do Norte, as quais estariam aumentando a preocupação da comunidade internacional e em nada contribuindo para o fim das tensões na Península Coreana.

    Desde 2006, o Conselho de Segurança da ONU já aprovou seis resoluções sobre a Coreia do norte para que Pyongyang interrompa seus desenvolvimentos nucleares e de mísseis. As últimas duas — 2270 e 2321 — foram aprovadas em 2016 e endureceram significativamente as sanções contra Pyongyang, incluindo medidas na área do comércio, exportação de minerais, compra de armamento e no setor bancário.

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    Tags:
    presença, míssil balístico, aliados, controle, fronteiras, vigilância, lançamento, programa nuclear, segurança, sanções, ONU, Susan Thornton, Pequim, Coreia do Norte, China, EUA, Washington
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