03:35 19 Novembro 2018
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    Soldados filipinos chegam à cidade de Mindanao, no sul do país, 25 de maio de 2017, dias depois de extremistas muçulmanos terem atacado a cidade.

    Continua operação anti-Daesh devido à qual Duterte interrompeu visita à Rússia

    © AFP 2018 / TED ALJIBE
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    Os militares filipinos estão realizando ataques de precisão na cidade de Marawi, no sul do país, sitiada pelos terroristas.

    Até o momento, o exército filipino conseguiu eliminar 13 membros armados do grupo terrorista local, afilado com o Daesh, que tinham tomado reféns no hospital e ocuparam a prefeitura de Marawi.

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu homólogo filipino, Rodrigo Duterte
    © Sputnik / Alexei Nikolskyi
    As forças do governo conseguiram salvar 78 civis do centro médico Amai Pakpak que os terroristas pretendiam usam como escudos humanos nos confrontos com o exército, disse o chefe do comando, general-tenente Carlito Galvez, citado pelo jornal local PhilStar.

    Além disso, o exército libertou 42 professores tomados reféns no colégio Dansalan quando a violência irrompeu na cidade.

    Durante a operação, cinco soldados e dois policiais foram mortos e pelo menos 31 soldados foram feridos nos confrontos esporádicos desde a terça-feira (23), de acordo com o exército. Entretanto, o governo não divulgou dados sobre vítimas e ferimentos entre os civis.

    Militantes do Daesh
    © AP Photo / AP Photo via militant website, File
    Na terça-feira à noite, o presidente Rodrigo Duterte teve de interromper sua visita à Rússia para se ocupar da insurgência terrorista nas Filipinas. O presidente introduziu a lei marcial na ilha de Mindanao por 60 dias após a escalada dos combates entre as forças do governo e o Daesh.

    "Se eu achar que vocês devem morrer, vocês vão morrer. Se vocês combatem contra nós, vocês vão morrer. Se houver uma provocação aberta, vocês vão morrer, e se isso significar que muitas pessoas vão morrer, que seja assim", disse presidente na quarta-feira (24).

    O líder filipino também prometeu renunciar se os extremistas provarem que ele não é capaz de restabelecer a paz no país.

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    Tags:
    reféns, lei marcial, Daesh, Rodrigo Duterte, Filipinas
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