17:56 02 Julho 2020
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    O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, apelou à Coreia do Norte para não violar as resoluções do Conselho da Segurança da ONU e seguir o curso de desnuclearização da península coreana, refere um comunicado publicado no site da Chancelaria chinesa.

    "Fazemos um apelo à Coreia do Norte para que não faça nada que signifique a violação das resoluções do Conselho da Segurança da ONU", sublinhou o ministro chinês.

    Segundo Wang Yi, China espera "que as partes não se deixem influenciar por incidentes inesperados e se atenham à direção comum de desnuclearização da península da Coreia".

    Além disso expressou a esperança de que as partes continuem o diálogo de paz, o que permitirá dar solução a este grave problema regional.

    O chanceler chinês sublinhou que o novo Governo da Coreia do Sul deve propiciar o desenvolvimento do diálogo.

    No domingo passado Coreia do Norte lançou um míssil balístico de médio alcance que voou 500 quilômetros até cair no mar a 350 quilômetros da costa coreana, fora da zona económica exclusiva do Japão.

    Militares sul-coreanos estimam que se tratou de um projétil com características similares às de Polaris 2 (Pukguksong-2/KN-15) e que alcançou uma altitude de 560 quilômetros no máximo.

    O anterior lançamento teve lugar na madrugada de 14 de maio, quando a Coreia do Norte disparou um míssil Hwasong-12 capaz de transportar uma ogiva nuclear.

    Em 2016, o regime norte-coreano levou a cabo o seu quarto e quinto ensaios nucleares e mais de vinte testes de mísseis balísticos, desafiando as proibições da ONU.

    O Conselho da Segurança da ONU aprovou desde 2006 seis resoluções pedindo à Coreia do Norte que abandone o desenvolvimento dos seus programas nucleares e de mísseis. As últimas, aprovados em 2016, endurecem em grau considerável as restrições internacionais contra Pyongyang em matéria comercial ed bancária.

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    Tags:
    mísseis balísticos, diálogo, diplomacia, Pukguksong-2, Conselho de Segurança da ONU, Wang Yi, Península da Coreia, China, Japão
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