21:33 19 Agosto 2017
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    Soldados participando da cerimônia de comemoração dos 79 anos das Forças Armadas das Filipinas, no Camp Aguinaldo, Cidade Quezon, em 18 de dezembro de 2014

    Cenário dramático: estamos à beira de uma guerra entre Filipinas e China?

    © AP Photo/ Aaron Favila)
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    Filipinas não querem ser um "peão" no jogo entra a China e os EUA no Sudeste Asiático, eles querem construir relações de confiança com a China porque têm dúvidas que os EUA os apoiem em caso de um conflito militar.

    Nas vésperas de sua visita à Rússia, o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, comentou as relações sino-filipinas. Saiba como os especialistas avaliam as palavras dele em uma entrevista à Sputnik China.

    Neste momento as Filipinas têm uma disputa territorial com a China sobre vários territórios no mar do Sul da China. Duterte disse que as negociações serão realizadas, mas "não agora, agora todos precisam de se acalmar e depois, quando o tempo chegar, as negociações serão reiniciadas". Se as Filipinas entrarem em um conflito com a China, isso será "uma carnificina", disse o presidente. "Filipinas não têm nem mísseis de cruzeiro, nem bombas para atacar a China", reconheceu Duterte.

    O especialista da Faculdade das Relações Exteriores da Universidade Estatal de Moscou, Aleksei Fenenko, pensa que o conflito que mencionou Duterte é real.

    "O conflito é real, se os americanos empurrarem as Filipinas e o Vietnã para uma guerra contra a China. <…> As Filipinas não desejam participar de uma guerra com a China para bem dos EUA. Eles veem que nos últimos anos os EUA seguem uma política exterior agressiva e que os americanos não excluem a possibilidade de um conflito militar com a Rússia ou com a China", disse Fenenko.

    Em uma entrevista à mídia russa, Duterte chamou Trump de seu amigo, mas destacou que mudou o curso pró-americano do seu país. Anteriormente, as Filipinas seguiam "um rumo de cooperação com os EUA, mas agora estão desenvolvendo uma aliança com a China, com os países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e agora com a Rússia".

    Daria Panarina, especialista do Instituto de Estudos Orientais russo, destacou que os EUA e as Filipinas têm um acordo militar que prevê a proteção recíproca em caso de conflito militar, mas, segundo ela, na situação atual os EUA não vão apoiar as Filipinas em caso de um conflito aberto com a China.

    "Penso que [as Filipinas] percebem isso. As declarações ruidosas são uma coisa. Eles não podem confiar que os EUA os apoiem em um conflito contra a China", disse a especialista.

    O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, percebe que é preciso não levar ao extremo a disputa territorial com a China, não levá-la a um conflito militar, opina o especialista do Centro de Estudos das Relações Exteriores do Instituto Chinês de Comunicação, Yang Mian.

    Mian tem certeza que, caso a guerra comece, ela vai resultar em vítimas catastróficas para as Filipinas, mas a China não vai sofrer muito.

    A agência Reuters comunicou que, na sexta-feira passada, o presidente das Filipinas comunicou, durante seu discurso em uma emissora de TV, que durante um encontro com o líder chinês, Xi Jinping, ele o advertiu sobre a possibilidade de uma guerra caso as Filipinas comecem explorando petróleo nos territórios disputados no mar do Sul da China.

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    Tags:
    disputa territorial, guerra, Rodrigo Duterte, Donald Trump, Filipinas, China, Moscou, EUA
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