18:08 20 Outubro 2021
Ouvir Rádio
    Ásia e Oceania
    URL curta
    0203
    Nos siga no

    O Japão vai seguir com muita atenção a possível influência que a nova rota marítima entre Rajin, na Coreia do Norte, e Vladivostok, na Rússia, terá na resolução do problema nuclear da Coreia do Norte.

    "Vamos seguir com atenção como as ações da Rússia vão influir nas tentativas da comunidade mundial", declarou o representante do governo japonês Yoshihide Suga durante uma coletiva de imprensa, respondendo à pergunta sobre a posição de Tóquio a respeito do início da conexão marítima entre as cidades russa e norte-coreana. 

    Yoshihide Suga notou ainda que o governo japonês decidiu levar ao conhecimento dos seus colegas russos a sua visão deste assunto através dos canais diplomáticos.  Ao mesmo tempo, as autoridades japonesas querem "colaborar com a Rússia e outros países" para resolver o problema nuclear norte-coreano. 

    Hoje, quinta-feira, chegou a Primorie (uma região da Rússia) o primeiro navio de passageiros e carga da rota regular entre Rajin e Vladivostok. A bordo seguiram nomeadamente representantes de agências de viagem chinesas. Antes a conexão marítima entre a Coreia do Norte e a Rússia não existia.  

    A cidade norte-coreana de Rason e o seu porto de Rajin receberam o estatuto de zona econômica franca e "cidade especial", o que significa novas oportunidades para os negócios.   

    De acordo com os dados do CEO da companhia de transporte russa InvestStroiTrest, Vladimir Baranov, inicialmente está planejado transportar turistas chineses de Hunchun, turistas russos que viajam para Rajin e operários norte-coreanos que se deslocam à Rússia e depois regressam ao país. O navio tem uma capacidade de 1,5 mil toneladas de carga.

    Mais:

    Porta-aviões norte-americano ficou 'encalhado' no Japão
    Japão reconhece 'avanços tecnológicos' norte-coreanos após novo lançamento de míssil
    Tags:
    Rússia, Japão, Coreia do Norte, colaboração, navegação, comunidade internacional
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar