12:38 24 Junho 2017
Ouvir Rádio
    Rublos e yuans

    China abre banco de compensação em Moscou para transações em yuans

    © Sputnik/ Aleksandr Demyanchuk
    Ásia e Oceania
    URL curta
    161453221

    O estabelecimento de um banco de compensação em Moscou para operar transações em yuans chineses é um passo importante que facilita o aumento do comércio e do investimento bilaterais.

    A Rússia e a China estão desenvolvendo sua cooperação econômica com a criação de um centro de compensação em Moscou para operações em yuans chineses.

    O Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, sigla em inglês) começou oficialmente a funcionar na quarta-feira como um banco de compensação chinês em renminbi (a moeda oficial da República Popular da China e é distribuída pelo Banco Popular da China) na Rússia.

    "As autoridades reguladoras financeiras da China e da Rússia assinaram uma série de acordos importantes, o que marca um novo nível de cooperação financeira", disse Dmitry Skobelkin, vice-chefe do Banco Central da Rússia.

    "O lançamento de serviços de compensação em renminbi na Rússia irá expandir ainda mais os negócios locais e promover a cooperação financeira entre os dois países", adicionou ele, relata a Xinhua.

    Um F/A-18E Super Hornet da Marinha dos EUA em 16 de outubro de 2014
    © Foto: US Department of Defense / John Philip Wagner Jr.
    Irina Rogova, analista do fundo de investimento Forex Club, disse à revista russa Expert que o centro de compensação poderia se tornar um grande centro financeiro para os países da União Econômica Euroasiática.

    De acordo com a Administração Estatal Chinesa de Tributação, o volume de negócios entre a China e a Rússia aumentou 34 por cento em janeiro, em termos anuais. O comércio bilateral em janeiro de 2017 totalizou 6,55 bilhões de dólares (cerca de 20 bilhões de reais).

    As exportações da China para a Rússia cresceram 29,5 por cento, atingindo 3,41 bilhões de dólares (cerca de 10,6 bilhões de reais), enquanto as importações da Rússia aumentaram 39,3 por cento — para 3,14 bilhões de dólares (cerca de 9,8 bilhões de reais).

    A criação do centro de compensação permite aos dois países aumentar ainda mais o comércio e o investimento bilaterais, ao mesmo tempo que diminui sua dependência do dólar dos EUA. Isso vai criar um pool de liquidez de yuans na Rússia que permitirá que as transações comerciais e operações financeiras corram sem problemas.

    Ao expandir o uso de moedas nacionais às transações, isso também poderá potencialmente reduzir a volatilidade das taxas de câmbio do yuan e do rublo.

    O centro de compensação é uma das várias medidas que o Banco Popular da China e o Banco Central da Rússia têm procurado para aprofundar a sua cooperação.

    Como um sinal do crescimento das relações, no início deste mês o Banco Central da Rússia abriu um escritório em Pequim. A filial é a primeira da Rússia em um país estrangeiro e vai trocar informações com as autoridades financeiras chinesas.

    Uma medida em consideração é a organização conjunta do comércio de ouro. Nos últimos anos, a China e a Rússia têm sido os compradores mais ativos do mundo deste metal precioso.

    Em uma visita à China no ano passado, o vice-chefe do Banco Central da Rússia Sergei Shvetsov disse que os dois países querem facilitar mais as transações de ouro entre eles.

    "Nós discutimos a questão do comércio do ouro. Os países do BRICS são grandes economias com grandes reservas de ouro e impressionantes volumes de produção e compra deste metal precioso. Na China, o ouro é negociado em Xangai, na Rússia em Moscou. A nossa ideia é criar uma ligação entre esses locais, a fim de intensificar o comércio entre os nossos mercados", adicionou Shvetsov.

    Mais:

    Governo vai atrás da China e Rússia para garantir a exportação da carne brasileira
    Tags:
    rublo, yuan, acordo, Xinhua, Banco Popular da China, Banco Central da Rússia, Pequim, China, Moscou, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik