10:10 15 Dezembro 2019
Ouvir Rádio
    Cidade de Sansha na ilha de Yongxing, também conhecida como ilha de Woody, no Mar do Sul da China

    'Métodos de intimidação usados pelo governo Trump nas relações com China parecem negócios'

    © AFP 2019 / STR
    Ásia e Oceania
    URL curta
    9160
    Nos siga no

    De acordo com o embaixador russo na China, Andrei Denisov, a ideia do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, de bloquear o acesso chinês aos ilhéus no mar do Sul da China não pode ser implementada e nunca se tornará realidade.

    Em janeiro, antes de assumir funções, o secretário de Estado Rex Tillerson afirmou ao Comitê para Assuntos Exteriores do Senado que o programa de construção das ilhotas no mar do Sul da China realizado por Pequim deve ser impedido.

    "Nós pretendemos enviar à China um sinal claro que, primeiramente, a construção das ilhotas vai parar. E, segundo, seu acesso a estas ilhas também não será permitido", disse Tillerson aos senadores.

    As autoridades chinesas responderam à declaração de Tillerson dizendo que suas ações eram legítimas e correspondiam aos limites da sua soberania territorial.

    "Isso não vai acontecer porque isso nunca pode acontecer. É isso que eu acho e sinto", disse o embaixador russo na China Denisov ao jornal russo Kommersant, se referindo às intenções americanas.

    "Falando a sério, eu apenas posso imaginar que Donald Trump e seu círculo são adeptos de uma abordagem empresarial nas relações exteriores — primeiro intimidar [o adversário] e já depois discutir as opções reais a partir de uma posição de força", frisou.

    De acordo com Denisov, por enquanto não há nenhuma deterioração visível nas relações entre Washington e Pequim, enquanto os contatos bilaterais estão sendo "reanimados".

    O diplomata adiantou que os contatos sino-americanos estão sendo efetuados de "forma de negócios e amistosa".

    "Eles têm tanto conversações telefônicas como diretas. Yang Jiechi [um dos arquitetos mais eminentes da política externa chinesa] visitou Washington há pouco, sendo que teve lá numerosas reuniões. Alguns especialistas sugerem que o primeiro encontro entre Trump e [o presidente chinês] Xi Jinping já está sendo planejado", resumiu.

    A China e vários outros atores regionais, inclusive o Japão, o Vietnã e as Filipinas, têm divergências quanto às fronteiras marítimas e áreas de sua responsabilidade no mar do Sul da China e no mar da China Oriental.

    Pequim afirma que as Filipinas e o Vietnã aproveitam deliberadamente o apoio americano para escalar as tensões na região.

    Em 2016, o Tribunal Arbitral Permanente de Haia decidiu que a China não tem direito a apresentar quaisquer exigências territoriais no mar do Sul da China. De acordo com a decisão, as ilhas disputadas de Spartly não são zona econômica exclusiva. No entanto, Pequim nunca reconheceu a resolução.

    Mais:

    Marinha chinesa aumenta capacidade para ultrapassar EUA no mar do Sul da China
    Potência militar: China deslocará porta-aviões modernizado para mar do Sul da China
    Imprudência da China e EUA pode provocar confrontação no mar do Sul da China
    Tags:
    disputa marítima, ilhas, Casa Branca, Rex Tillerson, Donald Trump, Xi Jinping, Mar do Sul da China, Vietnã, Filipinas, China, EUA
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik
    • Comentar