16:34 11 Agosto 2020
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    De acordo com o embaixador russo na China, Andrei Denisov, a ideia do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, de bloquear o acesso chinês aos ilhéus no mar do Sul da China não pode ser implementada e nunca se tornará realidade.

    Em janeiro, antes de assumir funções, o secretário de Estado Rex Tillerson afirmou ao Comitê para Assuntos Exteriores do Senado que o programa de construção das ilhotas no mar do Sul da China realizado por Pequim deve ser impedido.

    "Nós pretendemos enviar à China um sinal claro que, primeiramente, a construção das ilhotas vai parar. E, segundo, seu acesso a estas ilhas também não será permitido", disse Tillerson aos senadores.

    As autoridades chinesas responderam à declaração de Tillerson dizendo que suas ações eram legítimas e correspondiam aos limites da sua soberania territorial.

    "Isso não vai acontecer porque isso nunca pode acontecer. É isso que eu acho e sinto", disse o embaixador russo na China Denisov ao jornal russo Kommersant, se referindo às intenções americanas.

    "Falando a sério, eu apenas posso imaginar que Donald Trump e seu círculo são adeptos de uma abordagem empresarial nas relações exteriores — primeiro intimidar [o adversário] e já depois discutir as opções reais a partir de uma posição de força", frisou.

    De acordo com Denisov, por enquanto não há nenhuma deterioração visível nas relações entre Washington e Pequim, enquanto os contatos bilaterais estão sendo "reanimados".

    O diplomata adiantou que os contatos sino-americanos estão sendo efetuados de "forma de negócios e amistosa".

    "Eles têm tanto conversações telefônicas como diretas. Yang Jiechi [um dos arquitetos mais eminentes da política externa chinesa] visitou Washington há pouco, sendo que teve lá numerosas reuniões. Alguns especialistas sugerem que o primeiro encontro entre Trump e [o presidente chinês] Xi Jinping já está sendo planejado", resumiu.

    A China e vários outros atores regionais, inclusive o Japão, o Vietnã e as Filipinas, têm divergências quanto às fronteiras marítimas e áreas de sua responsabilidade no mar do Sul da China e no mar da China Oriental.

    Pequim afirma que as Filipinas e o Vietnã aproveitam deliberadamente o apoio americano para escalar as tensões na região.

    Em 2016, o Tribunal Arbitral Permanente de Haia decidiu que a China não tem direito a apresentar quaisquer exigências territoriais no mar do Sul da China. De acordo com a decisão, as ilhas disputadas de Spartly não são zona econômica exclusiva. No entanto, Pequim nunca reconheceu a resolução.

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    Tags:
    disputa marítima, ilhas, Casa Branca, Rex Tillerson, Donald Trump, Xi Jinping, Mar do Sul da China, Vietnã, Filipinas, China, EUA
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