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    A política que dá aos cidadãos chineses o direito de ter um segundo filho está sendo realizada segundo o previsto, afirmou neste sábado (11) o vice-presidente do Comitê Estatal para Saúde Pública e Procriação Planejada, Wang Pei'an, durante uma entrevista coletiva.

    No 1 de janeiro de 2016, o governo chinês abandonou oficialmente a "política de filho único" adotada pelo país a partir dos finais da década de 70.

    "Esta política começou a ser implementada formalmente desde o início do ano anterior [2016] e, julgando pelo período que passou, posso dizer o seguinte: os resultados são evidentes, eles correspondem ao previsto", afirmou Wang Pei'an.

    O responsável adiantou que desde o início da realização do novo programa até o fim do ano de 2016 nasceram no país 18,46 milhões de crianças.

    Ao mesmo tempo, o político frisou que há dificuldades na implantação da iniciativa. Segundo ele, algumas mulheres afirmam que após o nascimento do primeiro filho, enfrentam problemas no regresso ao trabalho, o que influencia o desejo de ter um segundo filho. Wang Pei'an comunicou que a realização da política é obstaculizada também por certa falta de financiamento das instituições pré-escolares, especialmente para as crianças menores de 3 anos.

    De acordo com o responsável chinês, no futuro é preciso continuar criando um ambiente social propício para que as famílias tenham um segundo filho, mantendo a taxa de natalidade necessária, aperfeiçoando as políticas fiscais, de previdência social, habitações e emprego. Anteriormente, Wang Pei'an disse que as autoridades chinesas consideram a possibilidade de introduzir um subsídio em caso do nascimento de um segundo filho.

    A China introduziu a política Uma família — Um filho na década de 70 para controlar o crescimento populacional, deixando as famílias na cidade terem apenas um filho, e as do campo — dois filhos, caso o primeiro fosse uma menina. Mas passadas décadas, a política levou a problemas demográficos, tais como a distorção de gênero, envelhecimento da população e redução do número das pessoas aptas a trabalhar.

    Conforme as estatísticas oficiais, até os finais de 2016 a população da China aumentou em 8,09 milhões de pessoas e somou em 1,382 bilhões, sendo que 708,15 milhões são homens e 674,56 milhões — mulheres.

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    Tags:
    taxa de nascimento, população, crianças, política social, segundo filho, política de filho único, China
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