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    Nos próximos anos, a China vai aumentar as capacidades da Marinha. O jornal Global Times escreve que isso foi relatado pelo vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Assembleia Nacional Popular, almirante Liu Xiaojiang, durante a sessão anual realizada em Pequim.

    A atenção dedicada ao desenvolvimento da estratégia oceânica está relacionada tanto com o aumento da conflitualidade na região do mar do Sul da China, como ao aumento dos interesses políticos e econômicos da China no exterior, disse em um comentário para a Sputnik China o sinólogo Andrei Karneev.

    Liu Xiaojiang, antes de se aposentar em 2014, ocupava o posto de comissário político da Marinha do Exército de Libertação Popular da China, assim, sua avaliação das perspectivas de desenvolvimento da Marinha chinesa despertou grande interesse entre os observadores.

    "A China é uma potência oceânica e tem de defender os seus interesses nos mares e oceanos. O papel da Marinha será mais visível, e a frota vai se reforçar", disse Liu Xiaojiang aos jornalistas na sessão do Assembleia Nacional Popular.

    Declaração do parlamentar não é a primeira evidência da crescente atenção das autoridades chinesas dada aos problemas de modernização da marinha. No decurso da reforma militar, a prioridade é dada ao reforço da capacidade da frota. A série de recentes nomeações no Exército de Libertação Popular também revela que os representantes da marinha desempenham um papel cada vez mais importante na determinação da linha geral do desenvolvimento das forças armadas chinesas.

    De acordo com Liu Xiaojiang, uma das regiões importantes das atividades da Marinha chinesa será o mar do Sul da China, e o fortalecimento da presença nele das forças da Marinha são vistas pelo almirante como uma resposta à crescente ameaça na área. "O posicionamento da Marinha chinesa no mar do Sul da China é normal, não há nada de especial na proteção de nossos direitos e interesses marítimos", sublinhou.

    No entanto, a China está aumentando a força da sua Marinha não apenas para atuar perto de suas fronteiras. Atualmente, a China, por causa da adopção da lei sobre luta contra o terrorismo, criou a base necessária para a implantação no exterior de suas tropas para proteger a vida e a propriedade dos civis.

    A Marinha chinesa, em geral, já está pronta para permitir a implantação de tropas significativas no exterior. Os exercícios realizados na China nos últimos anos dizem que os fuzileiros navais começam sendo vistos como parte de uma força de reação rápida que pode ser aplicada em diferentes áreas geográficas. Tal evolução já foi percorrida pelos marines dos EUA, que muitas vezes travam batalhas a milhares de quilômetros do mar mais próximo.

    Além do desenvolvimento da frota de porta-aviões, bem como das capacidades especiais para manutenção de navios de guerra e transporte de grandes volumes de cargas para costas não equipadas, a China também cria capacidades técnicas para reabastecer sua frota em mares distantes.

    Além de uma frota inteira de navios de abastecimento dos projetos 903 e 905, a China está construindo grandes navios de transporte de abastecimentos do projeto 901 capazes de permitir a atuação da frota a uma distância considerável das suas costas. No entanto, apesar do trabalho técnico considerável, ainda é difícil prever quando esse potencial será colocado em ação. É possível que isso vá acontecer após o fim da atual série de grandes reformas militares até 2020.

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    Tags:
    infantaria, frota, navio, porta-aviões, Marinha chinesa, Global Times, Mar do Sul da China, China
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