15:55 19 Julho 2019
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    Salman Bin Abdulaziz Al Saud, rei da Arábia Saudita

    Quem quer dinheiro? Rei saudita passará três semanas em viagem para escolher investimentos

    © East News / Abd Rabbo Ammar
    Ásia e Oceania
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    No domingo, o rei da Arábia Saudita, Salman, iniciará uma jornada de investimento de 21 dias para a Ásia, visitando Japão, Malásia, China e Indonésia, países que estão se tornando importadores cada vez mais valiosos do petróleo saudita.

    Chegando ao poder há dois anos, o governante de 81 anos lançou um grande programa de reformas econômicas no ano passado, criando um novo Ministério de Energia, Indústria e Recursos Naturais no processo.

    Uma comitiva de 1.500 pessoas acompanhará o rei em sua turnê de três semanas, incluindo 10 ministros, de acordo com autoridades indonésias. Khalid al-Falih, ministro da Energia saudita, juntamente com executivos da companhia petrolífera Aramco, viajará com o rei. O círculo grande poderia sinalizar a importância do apoio asiático a Riad.

    O pesquisador Makio Yamada, do Centro de Pesquisa e Estudos Islâmicos do Rei disse que Tóquio e Riad "começaram a cooperar na criação de laços econômicos mais diversos entre eles", à medida que o Japão procura assegurar ainda mais a Arábia Saudita como seu principal fornecedor de petróleo.

    Um ponto-chave do negócio que o governo saudita espera estabelecer em 2018 é a venda de uma participação de 5% na Aramco, antecipada como a maior oferta pública inicial na bolsa (IPO) da história.

    Os sauditas também querem que corporações asiáticas e instituições financeiras ajudem na diversificação e expansão dos investimentos de Riad no exterior, bem como no desenvolvimento de indústrias além do petróleo, em esforços para conter a dependência da Arábia Saudita de dinheiro do derivado fóssil.

    No final de agosto de 2016, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman visitou a China para se reunir com o vice-premiê Zhang Gaoli. Os dois representantes assinaram 15 acordos preliminares detalhando uma série de questões, incluindo projetos de água, armazenamento de petróleo e habitação.

    Riad recentemente fez parceria com o grupo japonês SoftBank, e planeja investir até US$45 bilhões em um fundo de tecnologia em esforços adicionais para diversificar as indústrias sauditas.

    Na Malásia, os sauditas devem assinar um acordo de colaboração para trabalhar no projeto de Desenvolvimento Integrado de Refinaria e Petroquímica (RAPID) com a Petronas, empresa estatal de petróleo do país.

    De acordo com Pramono Anung, secretário do Gabinete Indonésio, Jacarta espera que a reunião com o Rei Salman aumente o investimento de Riad para US$25 bilhões, já que a Aramco e a indonésia Pertamina colaboram para melhorar as refinarias do país.

    Valores superestimados

    Embora o príncipe Muhammad tenha afirmado que a Aramco vale US$ 2 trilhões, analistas céticos afirmam que esse número é baseado em uma fórmula errada na qual a Arábia Saudita multiplica o número de barris de petróleo que afirma ter, por um valor de referência de US$8.

    Patrick Pouyanne, CEO da gigante petrolífera francesa Total SA, brincou: "Eu não sabia que o valor de uma petrolífera era um multiplicador das reservas da empresa", de acordo com Bloomberg, acrescentando que alguns fatores precisavam ser "descontados".

    Tags:
    Pertamina, Petronas, Desenvolvimento Integrado de Refinaria e Petroquímica, SoftBank, Centro de Pesquisa e Estudos Islâmicos do Rei, Ministério de Energia, Indústria e Recursos Naturais da Arábia Saudita, Bloomberg, Pramono Anung, Zhang Gaoli, Rei Salman, Mohammed bin Salman, Jacarta, Riad, Tóquio, Malásia, Arábia Saudita, China, Japão, Indonésia
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