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    A China contribuirá de maneira significativa para o desenvolvimento global e para a resolução de conflitos regionais, informou o presidente chinês Xi Jinping em Genebra no último dia da sua missão à Suíça.

    Durante uma reunião com o novo secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente da Assembleia Geral da ONU, Peter Thomson, Xi Jinping anunciou que nos próximos cinco anos a China importará bens no valor total de 8 trilhões de dólares e atrairá investimentos estrangeiros no montante de 600 bilhões de dólares.

    Vale lembrar que no outono do ano passado a China ultrapassou os EUA pelo volume de investimentos efetuados no estrangeiro. Segundo Xi Jinping, a China está disposta a compartilhar suas capacidades com outros países em termos de desenvolvimento.

    Em entrevista à Sputnik China, Aleksei Mukhin, diretor-geral do Centro de Informações Políticas russo, comentou o novo pacote de medidas da China que visa fomentar o desenvolvimento global:

    "É evidente a perda de liderança global pelos EUA em resultado da presidência de Obama e de uma série de erros cometidos pelo establishment americano, inclusive no Oriente Médio e nas relações com a China", destaca.

    Na opinião de Mukhin, julgando por vários sinais que a China está dando, o país pretende se candidatar à liderança global. No entanto, Mukhin aponta que o presidente eleito dos EUA já tentou dar uma resposta a essa pretensão à liderança por parte da China:

    "Pelos vistos, as relações sino-americanas terão que passar por momentos alarmantes", considera o especialista. Ao mesmo tempo ele acrescenta que poderá surgir uma "divisão de áreas de influência entre os dois países".

    É possível que os EUA, de várias maneiras, tentem impedir a cooperação entre a China e os seus parceiros no estrangeiro nas áreas de investimentos e infraestrutura, acha Mukhin.

    Outra questão de extrema importância é a postura da China em relação à crise na Síria. Durante a reunião em Genebra, Xi Jinping anunciou que o país destinará 29,2 milhões de dólares à ajuda para os refugiados sírios. A China deu esse passo perante a ONU pela primeira vez, ressalta o especialista russo em questões militares, Vladimir Evseev. Segundo ele, ao fazer esse anúncio, a China destacou o papel fundamental da ONU na solução do problema sírio.

    Os esforços neste sentido estão sendo empreendidos atualmente pela China porque o país quer participar da solução da crise na Síria na qualidade de um dos atores internacionais principais, assinala Evseev.

    Na opinião dele, a China procede desta forma para criar condições mais favoráveis para os negócios chineses. O especialista destaca que antes da crise a China controlava a maior parte do complexo petrolífero da Síria.

    Ao mesmo tempo, Evseev chama atenção para o fato de a China ter nomeado seu representante oficial para as questões da Síria, Xie Xiaoyan, que desde 5 de janeiro faz consultas na Rússia, Turquia, em Genebra e na UE.

    Yang Mian, especialista chinês do Centro de Estudos de Relações Internacionais, aponta que a postura da China em relação à guerra na Síria continua a mesma – a solução final só é possível por meios pacíficos.

    A decisão da China de prestar ajuda humanitária à Síria confirma que a China está bem ciente dos seus compromissos e do seu dever como potência global, opina.

    Resumindo, vale a pena destacar que o pacote de iniciativas proposto pelo líder chinês é um sinal claro de que a China está demonstrando suas ambições crescentes no desenvolvimento econômico a nível global.

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    Tags:
    refugiados sírios, pacote de medidas econômicas, ajuda humanitária, liderança, investimentos, ONU, Vladimir Evseev, Barack Obama, António Guterres, Donald Trump, Xi Jinping, Síria, Genebra, EUA, China
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