14:22 10 Dezembro 2019
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    Caças americanos F-35

    O que está por trás do envio dos F-35 norte-americanos ao Japão?

    © Foto / Domínio Públivo\US Air Force / F-35 aerial refuel
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    Carl Baker, especialista norte-americano em assuntos de defesa, comentou para a Sputnik os motivos do envio de aviões norte-americanos ao Japão.

    Baker admitiu que os caças furtivos F-35, recentemente enviados por Washington para a cidade japonesa de Iwakuni, farão parte de um grupo de combate universal, juntamente com o navio de assalto anfíbio da classe Wasp, que já esta no porto de Sasebo.

    A capacidade do F-35B de efetuar pouso e decolagem verticais, característica necessária para a aviação embarcada, foi a principal razão pela qual Washington decidiu enviá-los para seu aliado no Pacífico.

    "A decisão de implantar caças no Japão parece algo simbólica, destinada a destacar o compromisso dos EUA de garantir a segurança japonesa. Além disso, [a decisão] está claramente interligada à continuação da política da Casa Branca quanto à Ásia", salientou o analista militar.

    Baker acrescentou que Washington não apenas tenta mostrar suas boas relações bilaterais com Tóquio, implantando caças no Japão, mas também busca desenvolver sua capacidade de realizar operações anfíbias na região.

    A China, por sua vez, entende tal ação como uma ameaça direta, sobretudo, em relação ao arquipélago de Senkaku, situado no Mar da China Oriental e disputado por Japão, Taiwan e China, apontou o especialista.

    Assim, Pequim está tentando estabelecer um "contrapeso à implantação das armas norte-americanas no Japão", e por isso está desenvolvendo seu próprio caça furtivo de quinta geração, o J20.

    "Continua aberta a questão de se devemos considerá-lo como uma corrida armamentista ou uma concorrência natural entre os dois países vizinhos <…>, mas cada país desenvolve suas forças armadas e as tropas anfíbias são de particular interesse para eles", destacou Baker durante entrevista à Sputnik Internacional.

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    Tags:
    corrida armamentista, presença militar, colaboração, Pacífico, China, Japão, EUA
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