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    Temendo o apoio que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, pode prestar a Taiwan, a China está considerando uma série de medidas sérias para impedir que a ilha obtenha a independência, comunica a Reuters citando fontes ligadas a militares.

    Segundo os dados da agência, três fontes afirmaram que uma das prováveis medidas pode ser a realização de manobras perto da ilha. Outra hipótese é um conjunto de passos na política econômica dirigidos contra Taiwan.

    Continua por esclarecer se algumas decisões neste sentido já terão sido tomadas. Porém, as fontes comunicam que ao longo das últimas semanas a questão da Ilha Formosa virou um dos temas principais nos escalões mais altos do Exército de Libertação Popular chinês, diz a Reuters.

    "Se Trump questionar a política de "uma só China" após se tornar presidente, para nós isso será a última gota de água", comunicou uma das fontes ligadas às autoridades chinesas.

    Além disso, Pequim ficou indignada com a viagem aos países da América Latina da chefe da administração taiwanesa, Tsai Ing-wen, com paragem nas cidades norte-americanas de Houston e São Francisco.

    Mais cedo, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, tinha expressado a esperança que os EUA não permitissem o trânsito da política taiwanesa através do seu território e que as autoridades norte-americanas cooperassem com Pequim na manutenção de paz e estabilidade em ambas os lados do Estreito de Taiwan.

    A chefe da administração taiwanesa, Tsai Ing-wen, afirmou que em 2017 as autoridades locais não regressarão ao caminho de "uma espécie de confrontação" com a China continental e não irão mudar suas "boas intenções".

    "Prometemos não mudar a postura e não alterar nossas boas intenções, mas não cederemos a qualquer espécie de ‘pressão' e não regressaremos ao caminho de confrontação [com a China]", disse Tsai Ing-wen, citada pela CNA, agência de notícias taiwanesa.

    As relações oficiais entre o governo central da China e a província insular foram rompidas em 1949.

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    Tags:
    China, Taiwan, EUA, Donald Trump, Tsai Ing-wen, Hua Chunying, independência, relações bilaterais
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