04:18 20 Setembro 2017
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    Manifestantes durante uma ação de protesto pedindo o impeachment da presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye perto da Assembleia Nacional, em Seul, em 9 de dezembro de 2016.

    Mais uma dissidência na Coreia do Sul

    © AFP 2017/ STRINGER / YONHAP
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    O grupo parlamentar que era a favor do impeachment da presidente da Coreia do Sul irá abandonar o partido no poder na Coreia do Sul, Saenuri, informou a agência Kyodo citando a direção do grupo.

    Um novo partido irá chamar-se Novo Partido Conservador Reformista. A sua criação será oficialmente declarada em 20 de janeiro.

    A dissidência do partido no poder foi provocada pelo escândalo de corrupção que envolveu a presidente do país, Park Geun-hye.

    Em 9 de dezembro, o impeachment da presidente foi aprovado no Parlamento, o que teria sido impossível a parte do partido governista não tivesse votado a favor dele.

    Segundo afirmou a agência Kyodo, o escândalo de corrupção político em redor da presidente sul-coreana estourou após Park Geun-hye ter se desculpado publicamente pelo chamado "vazamento" de dezenas de textos dos discursos presidenciais, mesmo antes de eles serem pronunciados, para sua amiga chegada, Choi Soon-sil. Ela mesma não ocupa qualquer cargo oficial no governo. Após o regresso à Coreia do Sul, Choi Soon-sil foi detida. Ela e dois funcionários da administração da presidente foram acusados de abuso de poder e corrupção.

    Após declaração do impeachment em 9 de dezembro, o primeiro-ministro do país, Hwang Kyo-ahn, assumiu as funções de presidente. O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul deve examinar, no prazo de meio ano, a constitucionalidade da decisão do parlamento sobre o impeachment da presidente. Se a decisão entrar em vigor, a data das novas eleições presidenciais deverá ser marcada no prazo de dois meses.

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    Tags:
    novo partido, corrupção, escândalo, impeachment, presidente, Parlamento, Choi Soon-sil, Park Geun-hye, Coreia do Sul
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