01:13 23 Agosto 2017
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    O hotel  Ryugyong de 105 andares, o edifício mais alto em construção na Coréia do Norte, é visto atrás de edifícios residenciais em Pyongyang, a Coreia do Norte.

    Coreia do Norte pode construir usina nuclear subterrânea

    © REUTERS/ Damir Sagolj
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    A Coreia do Norte está mudando de forma rápida e muitas mudanças já são evidentes, disse o funcionário do Instituo do Extremo Oriente da Academia Russa das Ciências, Konstantin Asmolov, que recentemente voltou de Pyongyang.

    Asmolov contou à Sputnik Coreia o que o impressionou durante visita à nação norte-coreana. Segundo ele, uma parte de Pyongyang foi completamente destruída, sendo construídos novos bairros residenciais.

    "O processo de desenvolvimento está acontecendo muito rapidamente. Isso gera rumores sobre a distribuição de metanfetamina para as massas [para os construtores para que continuem trabalhando por 24 horas sem sentir dores]. Entretanto, efetivamente, constroem de forma rápida, mas ainda não está claro se o que constroem é de qualidade", disse o analista.

    O especialista acrescentou que na cidade ainda há muitas casas velhas de concreto cinzento, mas que para dar um ar de animação a cidade, as casas tiveram seus tetos pintados com cores diferentes. Pyongyang é repleta de ciclovias. Asmolov destacou que há poucos carros nas ruas da capital norte-coreana.

    "Prestei atenção a caraterísticas físicas [da população] – há indícios de subnutrição sistemática e ou consumo de comida com poucas vitaminas. O que é bastante importante é que a geração jovem (os que nasceram depois do fim dos tempos difíceis – desde os anos de 2000) aparenta sã", disse o especialista russo.

    Segundo ele, à noite, a cidade é pouco iluminada, indicando que o problema com eletricidade permanece. Entretanto, os norte-coreanos esforçam-se em usar fontes alternativas de energia.

    "Há muitas lâmpadas que usam baterias solares, que não são capazes de fornecer energia necessária para funcionamento de fábricas, mas garantem a manutenção do setor civil. Ao mesmo tempo, os norte-coreanos testam vários tipos de energia – disseram-me que [em um dos bairros novos de Pyongyang] há uma central elétrica geotermal. A meu ver, por causa dos problemas de infraestrutura no país, desenvolve-se um sistema de fontes de energia relativamente autônomas <…>", esclareceu.

    Asmolov considera que no país possa surgir a sua própria usina nuclear.

    "Aludiram de forma ativa que estão construindo uma usina nuclear. <…> Para mim, isso não é imaginação, pois, além de serem capazes de assegurar nível necessário de segurança, possuem o seu próprio urânio e podem obter o equipamento indispensável. Para mim, isso é o começo. Além disso, suponho que os norte-coreanos possam chegar a construir algo debaixo da terra [para que seja evitada a hipótese de vigilância sobre o objeto e ataques preventivos – red.]. Por exemplo, o metrô de Pyongyang fica a 100 metros de profundidade e pode ser utilizado como um grande abrigo", disse Asmolov.

    Segundo o analista, o assunto de segurança alimentar já está praticamente resolvido.

    "Produtos das lojas são fornecidos por vários produtores, há alguma competição. Produtos importados não dominam. O essencial é que os norte-coreanos afirmem que a situação melhorou graças aos esforços do marechal [Kim Jong-un – red.]."

    Segundo Asmolov, nos termos ideológicos, a Coreia do Norte está indo em direção ao nacionalismo, presenciado na Coreia do Sul.

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    Tags:
    energia, comida, ideologia, produtos, mudanças, segurança, Pyongyang, Coreia do Norte
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