14:03 15 Agosto 2020
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    Agora que o presidente venezuelano Nicolás Maduro está em situação instável, a China decidiu começar as negociações com a oposição. Pequim quer estar seguro de que Caracas cumprirá as suas obrigações mesmo em caso de mudança de governo no país.

    Sergei Sanakoev, presidente do Centro de Análise Russo-Chinês, compartilhou com o serviço russo da Rádio Sputnik a sua visão das relações sino-venezuelanas.

    Na sua opinião, Pequim não se comporta como Washington – força hegemónica no mundo, propõe compromissos em relação às dívidas venezuelanas.

    "Agora a China cresceu tanto que tem a capacidade de promover a sua política econômica em todo o mundo. A situação na Venezuela agravou-se e a oposição luta pelo poder não porque a China tenha começado a exigir o seu dinheiro, mas porque os norte-americanos não gostavam da situação em que a China se tornava cada vez mais influente no país e em outros países tanto na América, como na região da Ásia-Pacífico", disse.

    Sanakoev não vê hipocrisia nas negociações da China com a oposição. Na sua opinião, é uma coisa normal. "A China mostra a todas as forças políticas venezuelanas que tudo o que a China fez no país foi para o bem dele", afirmou, acrescentando que a China não concede créditos diretos. Habitualmente, são trabalhos na área social, por exemplo, Pequim construiu cidades. E tudo isso foi feito para o povo venezuelano. São ativos que não podem ser transportados para a China.

    "A China diz às forças que possivelmente ficarão no poder, independentemente de quem vier a ser, que exigirá o retorno do seu dinheiro", sublinhou Sanakoev.

    Na sua opinião, a Venezuela pode pagar a sua dívida à China por meio de exportações de petróleo. Assim, Pequim poderá reaver os $65 bilhões investidos na Venezuela. A China investe em todo o mundo, inclusive na África e na Ásia Central. Esta política é benéfica para China porque assim ganha acesso a novos mercados para os seus produtos.

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    Tags:
    oposição, dívida, dinheiro, Venezuela, China
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