01:05 06 Junho 2020
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    O vice-chanceler da Coreia do Norte Han Song-ryol foi visto no aeroporto internacional de Pequim de onde ele poderia seguir para a Malásia para participar das consultas informais com representantes dos EUA.

    As informações são da agência Kyodo, cujo repórter registrou a chegada de Han Song-ryol.

    Foi destacado que em maio deste ano ele se reuniu com ex-diplomatas dos EUA durante sua viagem à Suécia em maio. Mais tarde, em setembro, uma delegação norte-americana, chefiada pelo governador do Estado do Novo México Bill Richardson, visitou Pyongyang. Será que estas duas visitas têm alguma coisa a ver com novos rumos da política norte-americana em relação à Coreia do Norte?

    Georgy Toloraya, diretor executivo do Comitê Nacional de Pesquisa do BRICS e chefe do Centro de Estratégia Russa na Ásia do Instituto de Economia da Academia de Ciências da Rússia, que foi entrevistado pela Sputnik Japão, informou que todas as rodadas de negociações anteriores, inclusive os contatos bilaterais com os americanos, contaram com a participação de Han Song-ryol.

    Ele ressalta que os contatos com a Coreia do Norte não foram cessados apesar das sanções duras contra o país.

    Segundo Toloraya, os contatos continuam, inclusive com a Rússia. Mas do lado americano isso se parece mais com uma preparação de planos para o futuro.

    "No momento está em curso uma discussão ativa sobre a justiça e racionalidade das políticas realizadas por Obama", informa.

    Segundo Toloraya, na opinião dos radicais devia se ter tratado os norte-coreanos com toda a dureza e pressioná-los, recorrendo até ao uso de força militar. Ao mesmo tempo, há quem diga que a política dos EUA em relação à Coreia do Norte tenha sido passiva, o que permitiu a Pyongyang reforçar seu potencial nuclear.

    "Assim, é bastante difícil prever qual será a opinião a prevalecer no futuro. Mas, de qualquer forma, os contatos entre as partes americana e norte-coreana continuarão", frisa.

    Toloraya destaca que a diplomacia norte-americana tenta atrair a China para pressionar a Coreia do Norte, mas em vez de adotar passos de aproximação com Pequim, após os testes nucleares de Pyongyang os EUA instalaram o sistema de defesa antimíssil na Coreia do Sul, que está claramente direcionado contra a China. Segundo ele, é por isso que os chineses dificilmente acreditam em promessas dos EUA.

    "Acho que os americanos terão dificuldade em chegar a um entendimento com os chineses no tempo mais próximo, até porque os EUA ainda não sabem como formular concretamente seus objetivos", explica o especialista russo.

    Hidesi Takesada, um professor da Universidade de Takushoku que estuda os problemas na península coreana, explicou à Sputnik Japão que contatos mais ativos entre os EUA e a Coreia do Norte serão benéficos para o Japão.

    Segundo ele, as consultas entre esses dois países já começaram e, possivelmente, serão mais ativos, e o Japão tem uma chance de reiniciar consultas bilaterais com Pyongyang.

    Entretanto, vários analistas acreditam que a política dos EUA de sanções duras contra Pyongyang, em vez de negociações, levou ao resultado oposto. O cenário mudou – a Coreia do Norte considera essencial seu reconhecimento como potência nuclear, o que contradiz os interesses dos EUA, China e Rússia.

    Assim, será que as negociações de bastidores dos EUA poderão ajudar na solução da crise na península coreana? A questão continua em aberto.

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    Tags:
    pressão, potencial nuclear, negociações, BRICS, Kyodo, Pequim, China, Pyongyang, Japão, Coreia do Sul, EUA, Coreia do Norte
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