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    O ministro da Defesa japonês Tomomi Inada exigiu no sábado que os voos de caças dos Estados Unidos Harrier II a partir de sua base aérea de Kadena na província de Okinawa sejam proibidos até à conclusão da investigação do recente acidente com um caça perto da costa do arquipélago.

    Na quinta-feira, um caça da Força Aérea dos Estados Unidos, pertencente à base aérea de Kadena, caiu nas águas a leste de Okinawa, o piloto se catapultou e saiu ileso.

    As autoridades locais, depois de apresentarem um protesto ao Ministério das Relações Exteriores e  ao Ministério da Defesa do Japão por causa de problemas de segurança causados por presença militar dos EUA na província, pedindo ao governo nacional para proibir temporariamente os voos de caças AV-8B Harrier II até que o acidente fosse investigado.

    Falando durante um encontro com o vice-comandante das Forças dos EUA no Japão, Charles Chiarotti,  o ministro Inada salientou que o acidente poderia ter sido um desastre se tivesse ocorrido em uma área residencial de Okinawa.

    Chiarotti respondeu afirmando que a atual pausa temporária nos voos dos AV-8 é usada para ações preventivas, a fim de excluir incidentes semelhantes no futuro. Ele acrescentou que as questões do governo japonês terão uma resposta em breve.

    Na sexta-feira os EUA anunciaram uma parada de todos os voos dos caças Harrier em resposta ao incidente, acrescentando que todos os aviões serão inspecionados para garantir que cumprem os padrões de prontidão operacional.

    Okinawa ocupa menos de 1 por cento do território do Japão, mas abriga cerca de 74 por cento da força militar dos EUA presente no país.

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    Tags:
    protestos, caça, queda, avião, Base aérea de Kaneda, Harrier II, Força Aérea dos EUA, Okinawa, Japão
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