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    A Coreia do Norte reconheceu oficialmente que, em 9 de setembro, no 68º aniversário da criação da República Popular Democrática da Coreia, efetuou um teste nuclear.

    O objetivo do teste foi obter dados sobre os parâmetros da aplicação em combate da ogiva nuclear estandardizada que está prevista para utilização em mísseis balísticos estratégicos. Por esse motivo, o Conselho da Segurança da ONU tenciona convocar uma reunião de emergência.

    Em 6 de setembro, a ONU já tinha apresentado uma forte condenação dos recentes testes nucleares realizados pela Coreia do Norte, ameaçado implementar mais sanções. Um dia antes (5), a partir da província norte-coreana de Hwanghae Norte foram lançados três mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, todos eles caíram aproximadamente a 250 km da ilha de Okushiri na prefeitura de Hokkaido. O Japão e a Coreia do Sul consideraram este passo como uma demonstração de força e uma resposta à pressão por parte da comunidade internacional.

    Os lançamentos frequentes, bem como os testes nucleares, provocam nos vizinhos regionais a indignação e o desejo de se protegerem da potencial ameaça nuclear. Entretanto, a Coreia do Norte continua ignorando a reação dos vizinhos, bem como a resolução da ONU.

    A chancelaria russa condenou em comunicado oficial, divulgado nesta sexta (9), o teste nuclear realizado por Pyongyang:

    "Uma tal demonstração de menosprezo pelas normas do direito internacional merece a mais categórica reprovação. As ações do Coreia do Norte, visando minar regime global de não proliferação, representam uma ameaça séria à paz e segurança na península da Coreia e na região Ásia-Pacífico", diz o comunicado.

    De acordo com as palavras do ex-vice-chanceler e atual investigador do Centro de Pesquisas da Ásia e Pacífico, Georgy Kunadze, o mundo não sabe que medidas poderão influenciar a Coreia do Norte.

    "Ninguém sabe o que fazer com eles. Se se continuar endurecendo as sanções até o limite, os norte-coreanos se cansarão e, digamos, desistirão. Mas é uma escolha moral bastante difícil — fazer morrer de fome 20 milhões de pessoas apenas para afetar uma liderança louca?"

    Outro especialista acredita que estas medidas são impossíveis de realizar simplesmente porque apenas poderão resultar em um fracasso semelhante ao das tentativas anteriores.

    "Muito provavelmente esse fim é inatingível por princípio, mas a comunidade internacional não pode nem quer reconhecer este triste fato", diz à Sputnik Japão o professor da Universidade de Kookmin de Seul Andrei Lankov.

    Desde 2011, ano em que Kim Jong-um chegou ao poder, a Coreia do Norte realizou mais de 30 lançamentos de mísseis. Em 2016 a atividade militar do país aumentou, tendo o líder norte-coreano dito que o ano que tinha começado com os testes da bomba de hidrogênio devia continuar recheado de êxitos "maravilhosos" no desenvolvimento de armas nucleares.

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    Tags:
    Coreia do Norte, ONU, ameaça nuclear, comunidade internacional, teste nuclear
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