00:14 24 Agosto 2017
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    Filipinos muçulmanos no Rizal Park, em Manila para marcar o fim do mês sagrado do Ramadã, julho 17, 2015 em Manila, Filipinas.

    Prefeito de cidade filipina ordena expulsão de todos muçulmanos

    © AP Photo/ Bullit Marquez
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    Os muçulmanos nas Filipinas expressaram profunda preocupação com a decisão tomada pelo prefeito de uma cidade provincial de forçar milhares de muçulmanos residentes a abandonar o assentamento.

    O Manila Times informou que Amadeo Gregorio Perez, prefeito da cidade de Urdaneta, na província de Pangasinan, culpou os muçulmanos do tráfico de drogas na região, ordenando a todos os que professem a fé islâmica a deixarem a área em três semanas.

    O prefeito afirmou que a maioria dos crimes na área, nomeadamente os assassinatos, roubos ou estupros, está ligada a traficantes de drogas, alegando que 84 por cento dos 5.000 muçulmanos que residem na área estão envolvidos em tráfico de drogas. Muitos são empregados na autarquia local.

    A economia local de Urdaneta é fortemente dependente das empresas dirigidas por muçulmanos. O prefeito declarou, no entanto, que a expulsão de toda a comunidade religiosa, incluindo famílias com mulheres e crianças, é essencial "para parar a proliferação de drogas ilegais aqui".

    Respondendo à notícia, o governador da Região Autônoma Muçulmana de Mindanao, Mujiv Hataman, disse que "gostaria de acreditar que isso não é verdade, porque isso não é mais que discriminação". Hataman observou que as provas apresentadas ao prefeito são um absurdo, apontando que expulsar toda a comunidade muçulmana da área não vai acabar com o crime.

    Enquanto isso, vários grupos muçulmanos já deixaram Urdaneta em busca de um lugar mais acolhedor para viver, de acordo com a Associação Muçulmana de Urdaneta.

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    muçulmanos, Filipinas
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