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© REUTERS/ Rob Griffith

Autor de chamadas misteriosas ao piloto do MH370 quebra o silêncio passados 5 anos

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O relatório da polícia malaia divulgado em maio de 2014 revelou suspeitas sobre a chamada telefônica entre o piloto do avião do voo MH370, Zaharie Ahmad Shah, e um engenheiro de voo algumas semanas antes do desaparecimento. A mesma pessoa fez chamadas numerosas para Shah depois do incidente. A sua identidade foi finalmente revelada.

A pessoa que fez a misteriosa chamada telefônica de 45 minutos ao capitão do MH370, depois do desaparecimento do avião dos radares, era seu primo.

Zulhaimi Bin Wahidin, engenheiro de voo, declarou ao jornal The Australian que tinha relações estreitas com Zaharie por toda a vida, como se fossem "irmãos".

Ele ligou para o piloto em 2 de fevereiro de 2014, um mês antes do incidente, e fez três tentativas de se comunicar com ele na manhã em 9 de março, no dia de catástrofe, já que não acreditou no desaparecimento.

Zulhaimi, de 53 anos, declarou que a polícia malaia o suspeitava de ter concedido alguma informação técnica ao piloto do MH370 de como sequestrar o avião, tendo passado por vários interrogatórios.

"Eu fiquei na sede da polícia por três dias. Esse [interrogatório] durou de manhã à noite", assinalou ele, acrescentando que Zaharie era uma pessoa inteligente e não precisava da sua informação.

Segundo Zulhaimi, a polícia o deixou depois de ver o historial de chamadas telefônicas e descobrir que os dois estavam se comunicando muito durante os últimos 10 anos.

Além disso, Zulhaimi negou a teoria de suicídio do piloto, já que o seu primo não tinha razões para isso, em sua opinião.

"Eles tentam acusá-lo do incidente e isso é muito difícil de engolir para mim visto que ele não era esse tipo de pessoa. Ele era uma pessoa jovial, tinha muito dinheiro, estava gozando a vida. Para que se mataria sem razões? Ele tinha uma boa família e uma vida feliz", disse o primo.

O voo MH370 desapareceu dos radares em março de 2014 com 227 passageiros e 12 tripulantes a caminho de Kuala Lumpur para Pequim, sumindo dos radares 40 minutos depois da decolagem. A operação de busca, financiada por governos de vários países, não deu resultados.