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© REUTERS/ Rob Griffith

O que aconteceu com irmãos britânicos que buscavam avião do voo MH370 em selva cambojana?

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Caçadores amadores foram ao Camboja para confirmar teoria sobre a queda de avião comercial malaio desaparecido desde 2014. Porém, ao invés de descobrir a verdade, eles foram recebidos por duras condições ambientais.

Ian Wilson, autor da teoria de que o avião malaio do voo MH370 teria caído no Camboja, justificando-se através de imagens capturadas do Google Maps, abandonou a missão de busca por ser extremamente perigosa.

Wilson, produtor de vídeo do Reino Unido, embarcou em uma viagem de 8 km pela selva cambojana com seu irmão Jack na semana passada.

Segundo os exploradores, o local "da queda" se encontra a 6,4 km ao norte do mais alto pico cambojano, Phnom Aoral. Para chegar lá, seria preciso atravessar uma floresta tropical densa, cheia de cascatas e rochas.

Os dois irmãos pediram ajuda de guias locais para completar missão, superando mato e escalando rochas enormes. No entanto, eles se depararam com um ponto intransigível.

"Nós nos machucamos, muitas descidas e subidas eram realmente dolorosas. Meus pés estão destruídos, destorci meus joelhos. Mas tenho muito orgulho de Jack", disse Wilson ao jornal Daily Star. "Ambos deveríamos atravessar umas 20 cachoeiras, e caímos muitas das vezes e somos sortudos por não termos morrido nas bordas arrastados pela correnteza", revelou.

Ian Wilson afirmou ter encontrado MH370 depois de passar horas no Google Maps. Ele tem absoluta certeza da veracidade de sua teoria, mesmo enfrentando discordância de muitos especialistas, que consideram o avião encontrado nos mapas do Google apenas uma simples aeronave que foi fotografada por satélites justamente quando estavam sendo capturadas imagens da região.

Verdade ou não, um detalhe vem para apoiar a teoria do britânico. O Google Maps atualizou recentemente imagens da região cambojana, deixando "os destroços" do avião no mesmo lugar onde estavam.

O voo MH370, efetuado por uma aeronave Boeing 777, desapareceu dos radares em março de 2014 com 227 passageiros e 12 tripulantes a bordo a caminho da capital malaia, Kuala Lumpur. A aeronave sumiu dos aparelhos de observação apenas 40 minutos após a decolagem e seu desaparecimento se tornou um dos maiores mistérios da aviação.

A operação de busca, financiada por governos de vários países e realizada após o desaparecimento, não conseguiu encontrar nenhum vestígio da aeronave.