08:56 22 Outubro 2021
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    O presidente iraniano criticou a posição "hegemônica" de Washington no mundo, incluindo seu suposto apoio ao Daesh, e também às guerras da Arábia Saudita contra o Iêmen e de Israel contra Gaza.

    Ebrahim Raisi, presidente do Irã, não poupou críticas na terça-feira (21) ao que referiu serem tentativas dos EUA de governar o mundo.

    Falando por videoconferência no dia da abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, EUA, Raisi apontou dois exemplos recentes de incidentes dentro e fora dos Estados Unidos.

    A primeira foi a insurreição de 6 de janeiro no Capitólio dos EUA, durante a qual apoiadores do então presidente Donald Trump invadiram o prédio, tentando bloquear a certificação dos recentes resultados eleitorais, e também as cenas em agosto de afegãos caindo de aeronaves americanas enquanto as tropas de Washington se retiravam do Afeganistão.

    "Uma mensagem clara foi enviada ao mundo: o sistema hegemônico dos Estados Unidos não tem credibilidade, seja dentro ou fora do país", disse Raisi, acrescentando que "não só a ideia de hegemonia, mas também o projeto de impor uma identidade ocidentalizada, falharam miseravelmente".

    Raisi disse que o resultado da procura de hegemonia pelos EUA tem sido "derramamento de sangue e instabilidade, e finalmente derrota e fuga", afirmando que Washington falhou em suas tentativas de subjugar países do Sudoeste Asiático e da Ásia Central, e chamou os contribuintes norte-americanos, que pagam a conta das guerras do país, de vítimas desta política.

    "O mundo não quer saber da 'América Primeiro' ou da 'América está de volta'", disse o líder iraniano, referindo-se aos slogans presidenciais de Donald Trump, que deixou o cargo em janeiro, e do presidente norte-americano Joe Biden, que o substituiu.

    O presidente iraniano atacou os "dois pesos e duas medidas" da política exterior dos EUA, dizendo que o país norte-americano ajudou a criar grupos terroristas em alguns lugares, dando o exemplo do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) na Síria, enquanto lutava contra o terrorismo em outros lugares.

    Ele também notou o surgimento de grupos terroristas domésticos nos EUA, e condenou a política norte-americana de apoiar a guerra saudita no Iêmen e a guerra e bloqueio israelense de Gaza.

    Segundo Ebrahim Raisi, as sanções econômicas "de máxima pressão" dos EUA contra o Irã, que Washington deixou em vigor durante a pandemia da COVID-19, são crimes contra a humanidade, e as chamou de "tirania máxima". Por fim, ele condenou a retirada unilateral dos EUA em 2018 do acordo nuclear de 2015, seguida pelo retorno das sanções.

    No entanto, ele disse acreditar nas conversações em Viena, na Áustria, que começaram no início deste ano, após a posse de Biden, nas quais tanto o Irã como os EUA pretendem negociar um retorno ao acordo nuclear.

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    Tags:
    Irã, EUA, ONU, Nações Unidas, COVID-19, JCPOA, Iêmen, Arábia Saudita, Gaza, Daesh, Síria, América Primeiro, Ásia Central, Donald Trump, Capitólio, Capitólio dos EUA, Nova York, Assembleia Geral, Assembleia Geral da ONU, Assembleia Geral da ONU, Assembleia Geral das Nações Unidas, Assembleia Geral das Nações Unidas
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