00:20 25 Setembro 2021
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    Após ataque que vitimou soldados colombianos ontem (11), autoridades de ambos os Estados se posicionaram trocando hostilidades, com Caracas rechaçando acusações de Bogotá de que seria responsável pelo ocorrido.

    No sábado (11), durante uma operação militar na área fronteiriça com a Venezuela, no departamento colombiano de Arauca, cinco soldados foram mortos e outros seis ficaram feridos quando foram atacados com artefatos explosivos e tiros de fuzil e metralhadora.

    No mesmo dia, o presidente da Colômbia, Iván Duque, disse que o ataque era "claramente um ato entre o ELN [Exército de Libertação Nacional] e os dissidentes das FARC planejados da Venezuela".

    ​Lamentamos e condenamos o covarde ataque terrorista contra um pelotão do Exército Nacional da Colômbia em Arauca. O assassinato e os ferimentos de vários de nossos heróis nos machucam. Isso, claramente, é um ato entre o ELN e os dissidentes das FARC planejados da Venezuela.

    O ministro da Defesa, Diego Molano, também condenou o ataque e culpou Caracas, dizendo que "o ato terrorista e covarde" teria sido planejado pelo país venezuelano.

    Essa aliança entre os dissidentes do ELN e das FARC e o macabro jogo de planejamento na Venezuela e atuação na Colômbia deixou cinco soldados mortos e seis feridos. Condolências a suas famílias. Comandante Eduardo Enrique Zapateiro Altamiranda já está em Saravena dirigindo ações contra esses terroristas.

    Em resposta, o chanceler venezuelano, Félix Plasencia, disse que Caracas rejeita "as calúnias e falsas acusações infundadas de Iván Duque" e chamou a Colômbia de "fábrica mercenária" e de "berço da violência".

    Rejeitamos as calúnias e falsas acusações infundadas de Iván Duque. É da Colômbia, a fábrica mercenária, que a região e outras latitudes são destruídas. É na Colômbia, berço da violência, de onde seu próprio povo é ameaçado.

    As hostilidades entre Venezuela e Colômbia são históricas, mas cada vez ganham mais palco devido ao uso das redes sociais por parte de autoridades que expressam instantaneamente suas opiniões.

    Em meados de agosto, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, disse que a "tirania oligárquica colombiana tem que acabar", conforme noticiado.

    Tags:
    Colômbia, Venezuela, FARC, operação militar
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