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    A administração Biden instou 11 funcionários responsáveis por assuntos militares apontados pelo ex-presidente Donald Trump a se despedirem de seus cargos, reportou o CNN no início desta semana com base em informação prestada por uma fonte próxima dos acontecimentos.

    Ante tal decisão, muitos se perguntam se Biden não estaria agindo motivado pelo medo.

    A lista dos nomeados de Trump sujeitos às purgas do presidente democrata inclui o ex-conselheiro de Segurança Nacional Herbert R. McMaster, o general de quatro estrelas norte-americano aposentado John M. "Jack" Keane, o ex-secretário da Força Aérea dos EUA Michael Walter Wynne e o capitão do Exército aposentado Meaghan Mobbs, entre outros.

    O ex-secretário de Imprensa da Casa Branca Sean Spicer e o ex-conselheiro sênior do presidente Kellyanne Conway, que atualmente fazem parte dos conselhos consultivos da Academia Naval e da Academia da Força Aérea, respectivamente, também foram convidados a se demitirem.

    A atual secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou na quarta-feira (8) que o pedido havia sido feito, sublinhando que o objetivo do presidente é assegurar que as pessoas nomeadas para servir nesses conselhos sejam "qualificadas" e "alinhadas com [seus] valores".

    No entanto, há quem não veja desse jeito. Marc Little, advogado e comentador político conservador, considera que "o recente decreto da administração Biden de demitir todos os membros dos conselhos das academias militares da Marinha, da Força Aérea e de West Point nomeados por Trump é consistente com a obsessão de Biden em eliminar tudo o que tenha o nome de Trump, mesmo que isso seja bom para os EUA e suas instituições". Little classifica este movimento de "sem precedentes e puramente partidário".

    Adicionalmente, Little destaca que a decisão foi tomada na esteira da retirada das forças dos EUA do Afeganistão, um acontecimento que prejudicou a imagem do país aos olhos dos aliados de Washington e da comunidade internacional.

    Reações do lado trompista

    Por sua vez, os nomeados por Trump mostraram resistência, sendo que alguns deles buscaram contestar a decisão de Biden.

    Sean Spicer contou para Newsmax na quarta-feira (8) que não apresentaria sua demissão e que se juntaria a uma ação judicial para combater a purga do presidente democrata. Outra funcionária, Kellyanne Conway, postou uma declaração em sua conta no Twitter também dizendo que não se demitiria.

    De acordo com o CNN, três outros nomeados por Trump, Russell Vought, Meaghan Mobbs e David Urban, também recusaram se demitir.

    "A liderança bipartidária de nossos militares não pode ser comprometida por políticas partidárias, e estou confiante de que líderes como Herbert R. McMaster, que também foi demitido por Biden, não ficarão parados", disse Little.

    O advogado ressaltou que as políticas migratórias de Joe Biden já levaram ao "maior e mais perigoso influxo de migração ilegal através de sua fronteira sul, de tráfico humano e sexual de crianças, de armas e de drogas pelo cartel mexicano".

    Origens da medida controversa

    Biden acabou seguindo a decisão de sua administração, tomada em fevereiro de 2021, de interromper todas as atividades dos painéis consultivos do Pentágono por sete meses.

    Nesse tempo, o atual secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, ordenou uma revisão completa, concluindo que centenas de membros do conselho consultivo do Departamento de Defesa dos EUA teriam que se demitir, incluindo mais de 30 dos nomeados pela administração Trump.

    Conforme consta no Defense News, dos 42 painéis consultivos listados no memorando inicial de Austin, 31 removeram alguns de seus membros. No início deste mês, Austin concordou em reiniciar 16 painéis consultivos de Defesa.

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    Tags:
    EUA, Pentágono, quadros, militares, Joe Biden, Donald Trump
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