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    Após pressão civil, a administração dos EUA declarou que devem ser liberados documentos relacionados aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, que mataram quase 3.000 pessoas.

    Joe Biden, presidente dos EUA, anunciou na sexta-feira (3) que emitiu uma ordem executiva "ordenando ao Departamento de Justiça [DoJ, na sigla em inglês] e outras agências relevantes que supervisionassem uma revisão de desclassificação de documentos relacionados às investigações do Bureau de Investigação Federal no dia 11 de setembro".

    "A ordem executiva exige que o procurador-geral [dos EUA, atualmente Merrick Garland] divulgue publicamente os documentos desclassificados durante os próximos seis meses", detalha a ordem executiva.

    Em agosto, o DoJ se comprometeu a essa decisão na véspera do 20º aniversário dos ataques, em resposta a anos de petições das famílias das vítimas. Biden também enfrentou exigências de 1.800 sobreviventes dos ataques para não participar dos próximos eventos memoriais se ele se recusasse a liberar os documentos.

    Legado de 20 anos dos ataques terroristas

    Cerca de 2.977 pessoas foram mortas nos ataques de 11 de setembro de 2001. Dois dos quatro aviões, segundo Washington, foram capturados por terroristas do Al-Qaeda (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países), que se chocaram com os dois arranha-céus das Torres Gêmeas em Nova York, EUA.

    Um terceiro embateu no edifício do Pentágono em Arlington, Virgínia, e outro caiu do céu sobre a Pensilvânia, depois que passageiros tentaram recuperar controle da aeronave.

    Os ataques terroristas acabaram por levar os EUA e outros países da OTAN a invadir o Afeganistão em 7 de outubro de 2001, o qual ocuparam durante quase 20 anos, apesar de Washington ter anunciado que bin Laden foi morto no Paquistão em 2 de maio de 2011. O país norte-americano declarou oficialmente a guerra como terminada na segunda-feira (30), anunciando que os últimos efetivos militares saíram nesse dia.

    Além do Afeganistão, os EUA também invadiram o Iraque em 20 de março de 2003, depondo do poder o líder Saddam Hussein, que acabou por ser julgado, e executado em 30 de dezembro de 2006. Os EUA saíram do país em 2011, mas regressaram em 2014, onde permanecem desde então.

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    Tags:
    EUA, Joe Biden, Departamento de Justiça, Departamento de Justiça dos EUA, 11 de setembro, memorial 11 de setembro
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